sábado, 6 de outubro de 2012

OS AMADOS TRAPALHÕES

"Os Trapalhões" na sátira do seriado "S.W.A.T"
Agora vou mexer com a memória emotiva de muito marmanjo. Em 2012, Didi, Dedé, Mussum e Zacaria iriam completar 35 anos de TV Globo. O programa "Os Trapalhões" estreou nas noites de domingo exatamente no dia 13 de março de 1977.

A chegada do quarteto se deu num momento delicado da Globo. A emissora era líder absoluta em todos os dias e horários, menos nos domingos, durante a exibição do "Programa Silvio Santos", pela Rede Tupi, TV Record e TVS. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então superintendente artístico e operacional do canal, viu naquele grupo a salvação de sua audiência, que também subia com o "Fantástico".

Antes de migrar para a emissora dos Marinho, os comediantes estrearam o formato original da atração em 1966, na TV Excelsior de São Paulo, com o nome de "Adoráveis Trapalhões". A formação também era outra: o cantor Wanderley Cardoso, o ator Ivon Cury, o lutador Ted Boy Marino e o bacharel em direito (!) Renato Aragão compunham a trupe. Em 1972, já com Dedé e Mussum, Renato passa para a TV Record, e o nome do programa muda para "Os Insociáveis", que não lhe agradava. No ano de 1975, com o nome que os consagraria, os trapalhões, com Zacaria, se mudam para a Rede Tupi.

Quando recebeu o convite de Boni, Renato não aceitou de primeira. Achava que seria podado, que não teria a liberdade que possuía na Tupi, por causa do "Padrão Globo de Qualidade". Bolou uma lista de exigências, em três páginas, nos quais determinava inclusive quem seria o diretor, o redator e a que horas iria ao ar o programa. O diretor aceitou sem fazer perguntas, para surpresa do humorista.

Uma equipe nada atrapalhada

As "baianas" em cena no programa da Globo, em 1977
Os Trapalhões chegaram na telinha do plim-plim em dois especiais, apresentados em janeiro e fevereiro de 1977, dentro da "Sexta Super", o programa de especiais da época. Grandes profissionais dirigiram o humorístico. Dentre eles Augusto César Vannucci (Pai do Rafael Vannucci), Carlos Manga, Maurício Sherman (hoje no "Zorra Total"), Wilton Franco (também diretor de "O Povo na TV", da TVS) e Paulo Aragão (filho de Renato Aragão). Outros talentos de igual importância eram os redatores: Arnaud Rodrigues, Carlos Alberto de Nóbrega, com a supervisão de criação de Chico Anysio. Um time de primeira!

Em meados de 1983 houve um desentendimento entre Renato e os demais companheiros, e se separaram. Didi passou a estrelar sozinho o dominical. Dedé, Mussum e Zacaria ficaram em outro horário. Essa história durou seis meses, e por iniciativa própria, os humoristas decidiram juntar-se novamente. De 1982 a 1992 os Trapalhões também improvisavam com a plateia presente no Teatro Fênix, talvez a melhor fase do programa. Nessa época surgiu o "Quartel do Sargento Pincel" (Roberto Guilherme), o "Trapa Hotel", a "Agência Trapa Tudo" e a "Vila Vintém", com uma clara referência do filme The Kid (O Garoto, 1921), de Charles Chaplin. O auditório voltou à atração em 1995, mas encontrou um cenário bem diferente de antes.

Mauro Gonçalves, o Zacaria, faleceu em 18 de março de 1990, de insuficiência respiratória, meses antes do início da nova temporada. Quatro anos depois foi a vez de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, partir para o andar de cima em 29 de julho. Após um transplante cardíaco, o humorista teve uma série de complicações no coração, e não resistiu. Os dois desaparecimentos abalaram muito Didi e Dedé, que seguiram com o programa, apenas apresentando reprises. "Os Trapalhões" saiu do ar 1997, completando 20 anos na Globo, e 31 anos de existência.

Recordistas da Telona

Lucinha Lins com Didi, Dedé, Mussum e Zacaria no filme
"Os Saltimbancos Trapalhões" (1981).
Entre 1998 e 2000, a emissora reapresentava durante meia-hora, os melhores momentos dos Trapalhões. Essa "sessão nostalgia" voltou em 2010 para comemorar os 50 anos do personagem de Renato Aragão no seu dominical "Aventuras do Didi". Foi nesse programa, que antes se chamava "Turma do Didi", que em 2008 o humorista e Manfried Sant'anna, o Dedé, se reencontraram, após 15 anos separados.

Curiosidade: o nome correto do personagem de Mauro Gonçalves era Zacaria, e não Zacarias. O nome veio de um galo que o ator possuía quando era criança. Uma ação judicial por direitos autorais, movida pela família de Mauro, contra a Editora Abril, fez o nome perder o "S" final de sua grafia. A empresa publicou por alguns anos a revista em quadrinhos dos Trapalhões, que também viraram brinquedos, discos e, principalmente, filmes.

De 1978, quando o quarteto estrelou o primeiro longa-metragem ("Os Trapalhões na Guerra dos Planetas"), até 1991, já no último filme de Mussum ("Os Trapalhões e a Árvore da Juventude"), foram 24 produções cinematográficas. Na conta não estão os dois filmes que foram realizados na época da separação, em 1983. O grupo está até hoje na lista dos dez filmes brasileiros mais vistos no país, com quatro histórias diferentes, todas com público acima de cinco milhões de espectadores.

Nos vídeos que selecionamos, você vai ver dois momentos clássicos do programa: o show de calouros com a filha do velho Faceta, e a paródia da música Terezinha, cantada por Maria Betânia. Também separamos um quadro do "Quartel do Sargento Pincel", um depoimento de Renato Aragão sobre o quarteto, e a polêmica previsão do futuro dos quatro comediantes em 2008, produzida no programa 25 anos antes. Esse quadro nunca foi reprisado pela Globo.

Agradecimentos: Época, Veja, re49045fe, TVeCinema, Brasiltelevision2010, tvrips, Fasperito, luciointhesky.wordpress.com e TV Globo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CRÍTICA - AUDIÊNCIA DA QUALIDADE

Um dos últimos programas "Hebe" na RedeTV
O falecimento de Hebe Camargo coloca um ponto final em um capítulo importantíssimo na história da televisão no Brasil. Muita coisa foi publicada, exibida e falada sobre a rainha da TV. Mas algo me chamou a atenção no meio de tudo isso. Nos últimos programas, Hebe chegou a registrar 1 ponto de média na Rede TV!

Também nessa revirada no baú da história da telinha, foi ressaltado que a fase áurea da apresentadora aconteceu no final dos anos 1960, quando era contratada da TV Record. Seu dominical chegou a atingir 72 pontos de audiência. Da Record a RedeTV! , passando pelos quase 25 anos de SBT, onde sua carreira ganhou dimensões nacionais e até internacionais, seu programa não mudou muito. O mesmo sofá estava lá, acomodando personalidades, políticos, artistas e os grandes sucessos da nossa música. O que mudou apenas foi a loiruda, que só melhorou com o passar dos anos.

Então o que explica uma Hebe Camargo encerrar sua carreira com pouco mais de 60 mil telespectadores (valor equivalente a cada ponto de audiência, na Grande São Paulo, pelo IBOPE), em seu último programa inédito, em junho deste ano? Bradamos aos quatro ventos: "Queremos qualidade na televisão!!!" Será mesmo?

Em seus mais de 50 anos à frente de uma atração, Hebe jamais levou ao ar qualquer coisa que ofendesse ou agredisse a família. Talvez a única derrapada tenha acontecido em meados dos anos 1990, quando apresentou um desfile de moda praia, com modelos usando biquinis e sungas estampados com imagens de santos católicos. Tamanho foi o burburinho, que a apresentadora (católica fervorosa) se desculpou na semana seguinte. Comparado ao que vemos na televisão atualmente, isso é "café pequeno".

Outros programas de qualidade também possuem baixos índices de audiência. E quando me refiro a qualidade, não quero dizer que a atração deva ser educativa. Também sei que hoje, a audiência da televisão está muito pulverizada, pelo número de canais existentes e pela concorrência com novas mídias como a internet. Mesmo assim, alguns dos campeões de IBOPE também são os primeiros em apelação, violência e sensualidade barata e vulgar.

A categoria da nossa TV no exterior é das mais altas. E não estou falando apenas das novelas. Existe muita coisa ruim? Sim. Mas também existem opções boas que só valorizamos quando desaparecem da telinha. Hebe não se preocupava com a audiência de seu talk show. Ainda no SBT declarou, certa vez, que para ela bastava que o programa atingisse 10 pontos de média. Nunca lhe foi cobrado isso, mas essa responsabilidade era repassada aos seus diretores.

Hebe se foi. Nunca mais haverá alguém como ela. Não existe substituta à altura. Seu sofá, com sua gargalhada linda de viver agora permanece na história como uma lembrança de uma era da nossa TV. E nós? Vamos continuar a clamar por melhoria na programação, e menosprezar a qualidade que já existe, com baixos índices de audiência? Vale a reflexão.

Agradecimentos: Divulgação RedeTV!

sábado, 29 de setembro de 2012

Esses Loucos da TV... ESPECIAL - UMA ESTRELA NO AR

A primeira dama da televisão brasileira, Hebe Camargo
A rainha da TV, sempre de riso fácil, hoje deixou um país triste. O falecimento de Hebe Camargo aos 83 anos, vítima de uma parada cardíaca, pegou a todos de surpresa, e abre uma lacuna irreparável no cenário artístico nacional. Na última quinta, publicou em seu Twitter a felicidade que sentia em voltar para o SBT.

Seria muito fácil contar toda a trajetória de vida dessa ilustre filha de Taubaté-SP. Seria muito fácil contar sobre sua infância difícil, sua carreira como sambista, como grande cantora, e especialmente sobre toda sua trajetória na televisão. Muito mais complicado é descrever o tamanho da falta que Hebe fará à nossa telinha.

Se o sonho de todo artista, até 1988, era cantar no "Chacrinha", toda personalidade queria sentar-se no sofá da primeira dama da TV, ou ganhar um "selinho" da apresentadora... infelizmente até hoje. Muitos famosos e autoridades manifestaram ao longo deste triste sábado o seu pesar pelo desaparecimento da maior "gracinha" brasileira.

Existem pessoas que, por mais que saibamos que a morte é um destino certo, pensamos serem eternas. Especialmente quando estas são próximas, familiares como pai, mãe, irmãos... A partida de Hebe é tão sentida justamente porque ela se tornou muito próxima de todos os brasileiros. Viamos nela uma amiga íntima, que sempre estava pronta para nos receber na sua sala, e nós na nossa. Com o nome da deusa grega da eterna juventude, a cada noite, nossas casas eram iluminadas com a jovialidade da morena mais loiruda de que se teve notícia no país.

A "estrela de São Paulo", ao mesmo tempo que transformava o seu programa em uma grande noite de gala, de glamour, um grande espetáculo de alegria e elegância, tinha gestos muito próximos à população que lhe assistia, como beber cerveja num gole só, lavar pratos em cena para relebrar seu passado, ou até mesmo quebrar cadeira como uma roqueira, entrar no palco em uma moto...

O coração de Hebe também era grandioso. Desde o que viamos anualmente no Teleton, até o que não viamos, como quando ajudou inúmeros colegas em dificuldades financeiras (e não foram poucos), atestam a bondade da artista, que só recebeu salário regularmente durante os quase 25 anos de SBT. Está informação consta no depoimento dado para o livro "50 anos de TV no Brasil" (Editora Globo-2000), de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor superintendente da Rede Globo.

Poderia falar de muitos momentos da única apresentadora que conseguiu ser a melhor, sem nunca ter sido contratada pela líder Globo. Poderia falar do começo de sua carreira, substituindo Ary Barroso no programa "Calouros em Desfile", na TV Paulista. A entrevista com o médico Christiaan Barnard, o primeiro a realizar um transplante cardíaco com sucesso, no mundo, na TV Record. O encontro com Dercy, voltando para a TV Tupi. A última aparição de Mazzaropi em seu programa na TV Bandeirantes. O beijo que conseguiu arrancar de Silvio Santos, a muito custo, no "Troféu Imprensa" na sua casa, o SBT. Poderia falar da transmissão do seu talk show em HD e 3D, direto do maior estúdio do Brasil, na estreia na RedeTV!

Mas prefiro expressar meus sentimentos neste momento. O quanto será difícil ligar a TV e saber que não vamos mais ouvir uma gargalhada gostosa, solta. O horário nobre perdeu um pouco de sua nobreza, de seu brilho, a sua estrela. Nós perdemos uma "caipirinha de Taubaté", que de uma forma ou de outra, alegrava nossas noites. Uma mãe, uma cantora, uma apresentadora, uma mulher, uma estrela... Aos familiares, nossa sincera tristeza e nossos desejos de força neste momento.

Vá com Deus, Hebe. Sua trajetória foi "linda de viver".

Agradecimentos: UOL, eumesmobr.

MARAVILHA PARA CRIANÇAS

Mara comandou o "Show Maravilha" por quase sete anos
Num universo eletrônico, onde somente as loiras brilhavam, uma baianinha morena fez história e marcou a vida de milhares de crianças que sintonizavam o SBT. Em 1987 entrou no ar o infantil "Show Maravilha".

Os anos 1980 foram férteis em atrações para a garotada. Disputar a atenção deste exigente público não era tarefa fácil. Silvio Santos precisava de uma apresentadora para comandar uma atração, seguindo os moldes do "Xou da Xuxa" na Globo, e de seu "Domingo no Parque". O animador se lembrou de Mara, que já era contratada da então TVS desde 1983.

O Homem Sorriso da TV conheceu Eliemary Silva da Silveira, seu nome de batismo, com 15 anos, apresentando o infantil "Clube do Mickey" na TV Itapoan, na época afiliada do SBT, hoje com a Rede Record. A morena começou cedo na telinha, com apenas 8 anos de idade. Mara tinha carisma diante das câmeras, e com os pequenos também. Silvio a trouxe da Bahia para São Paulo para integrar o júri do "Show de Calouros". O apelido "Maravilha" foi dado pelo apresentador. A baiana também conduziu outros programas na casa como "TV Powww", "Vamos Nessa", "O Preço Certo", além de ser repórter especial do "Viva a Noite" de Gugu Liberato.

O "Show Maravilha" estreou em 6 de abril. A atração caiu como uma luva para Mara, que já tinha experiência com infantis antes de Xuxa aparecer na Manchete, em 1983. O programa começava às 16:30, e passou a concorrer com a "Rainha do Baixinhos" na Globo quando o Bozo saiu do ar, e o Sérgio Mallandro se transferiu para o plim-plim, em 1991. O "Show" permaneceu nas manhãs, a partir das 10:30, até o seu fim.

Um Maroto Maquinista

Mara no trenzinho conduzido por Paulinho Lima
A principal característica do cenário do programa era um Sol, sempre sorridente. Em seus primeiros anos, a apresentadora chegava à bordo de um trenzinho, conduzido por um pequeno maquinista. No palco, Mara brincava, cantava, dançava, recebia atrações musicais e crianças "ilustres". Os filhos de Leila Cordeiro, Christina Rocha, Sônia Abrão, Claudete Troiano, Cínthia e Íris Abravanel (as duas, filha e esposa de Silvio Santos, respectivamente) batiam ponto no programa.

Assim como Xuxa tinha suas Paquitas e Paquitos, Mara teve suas Maravilhas e Marotos, que também cantavam e dançavam. Destaque para Paulo Lima, o Paulinho, que foi seu maquinista mirim, e anos depois, casou-se com a apresentadora. Naquela época, o sonho de toda garota era ser uma das assistentes de palco desses programas infantis. Para matar essa vontade, no "Show Maravilha" foram criadas as "Borboletas", admiradas por Mara, que eram menininhas escolhidas a cada programa para serem assistentes por um dia.

A fórmula da atração, com brincadeiras, música e desenhos animados, permaneceu a mesma durante toda a sua existência. O programa era campeão de audiência e faturamento, até que em 1994, Mara decide não renovar seu contrato. "Show Maravilha" sai do ar em 28 de fevereiro daquele ano, mas o carinho de seus fãs dura até hoje. Em uma pesquisa realizada pelo portal UOL, na ocasião dos 25 anos do SBT, o infantil foi eleito pelos internautas o melhor programa produzido pela emissora, desbancando Gugu, Hebe e o próprio Silvio Santos.

Curiosidades: o nome "Show Maravilha"foi criado pelo próprio Silvio. Foi o único programa que passou por todos os antigos núcleos de produção do SBT. Começou na Vila Guilherme, após uma enchente foi para o Teatro Silvio Santos, numa breve temporada, e encerrou suas atividades nos estúdios do Sumaré. O tema de abertura "Maravilha" foi composto pelo saudoso Renato Barbosa, o rei da paródia do "Show de Calouros" e, anos mais tarde, apresentador do "Quem Sabe... Sábado!" na Record.

Você confere agora a primeira abertura do infantil, e o resgate de momentos inesquecíveis do "Show Maravilha" realizado pelo "Festival SBT 30 Anos", no ano passado.

Agradecimentos: Divulgação/SBT, hkuniochi e TVMUSEU1.



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O QUARENTÃO DA BARRA FUNDA

Celso Freitas e Ana Paula Padrão na bancada do "JR"
O "Jornal da Record" sempre foi a maior referência jornalística no canal 7 paulistano. Porém o que poucos sabem é que o informativo está no ar há 40 anos. É o programa mais antigo transmitido pela TV Record.

A estreia aconteceu em 1972. A emissora era a líder da REI - Rede de Emissoras Independentes, que apresentava o "Jornal da REI". Este noticiário foi cancelado e o "JR" entrou no ar , sob o comando de Hélio Ansaldo. O programa era apresentado em preto e branco, e continuava a usar a estrutura das afiliadas Independentes.

Em 1976 passou a se chamar "Jornal da Noite". Nove anos depois, volta a ser exibido entre 18h e 19h, com o nome da emissora no título. A partir de 1989, com o sucesso do primeiro âncora brasileiro Boris Casoy no SBT, Carlos Nascimento assume esta função no informativo. A REI se desfaz no mesmo ano, e a Record, agora de propriedade do líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, precisa montar sua própria rede.

De 1990 a 1997 vários apresentadores passaram pela bancada do jornal: Maria Lydia Flandoli, Carlos Bianchini, Adriana de Castro, Carlos Oliveira e Chico Pinheiro. Outros que também estiveram lá antes foram  Sílvia Poppovic, Celso Ming, Paulo Markun e Ricardo Carvalho.

Padrão Record de Qualidade

Quando o "Jornal da Record", que construiu uma estrutura respeitável neste sete anos, precisava de uma âncora que aliasse mais credibilidade, os dirigentes do canal não tiveram dúvida. Boris Casoy trocou o SBT pelo "JR" quando o noticiário estava completando 25 anos no ar. O jornalista permaneceu lá por oito anos, acompanhado da comentarista Salette Lemos.

Visando conquistar o primeiro lugar, e assemelhar-se ao máximo na líder Globo, a direção da emissora da Barra Funda reformulou o informativo. Após a saída de Boris, contratou os ex-globais Celso Freitas e Adriana Araújo para a apresentação. Em 2009 Adriana se torna correspondente internacional, e em seu lugar na bancada vem a jornalista Ana Paula Padrão, também com passagem pela TV da família Marinho.

Hoje o "Jornal da Record", transmitido em HD, possui uma estrutura tão boa quanto o "Jornal Nacional" da TV Globo, o primeiro colocado em audiência. Porém sua linguagem e abordagem são mais populares. O telejornal segue sendo uma das principais marcas daquilo que a TV Record sempre priorizou em sua programação: o jornalismo com qualidade para a população. Parabéns ao quarentão!!!

O Jornal está quente!!!

Curiosidades: o último princípio de incêndio da calejada história com o fogo que a Record possui foi no "JR". Boris Casoy anunciou o incidente, ocorrido por um curto circuito de uma iluminação no chão do cenário, após uma reportagem e rapidamente chamou o intervalo. As chamas foram prontamente debeladas. A redação atual do jornal, que aparece ao fundo dos apresentadores, é exclusiva para a sua equipe. Os jornalistas dos demais noticiários trabalham em um outro local ao lado.

Acompanhe nos vídeos abaixo a evolução do "Jornal da Record", desde Carlos Nascimento até os dias atuais. Agradecimentos: bizuti, krebs500, adreluisdeamorim, rubensbeoriegui, Nunoleonfonseca, alxqueiroz, 001videomix, narutero152, belohorizonte2009, rederecord, cancunsa, blog48horas e Divulgação/TV Record




































sábado, 22 de setembro de 2012

QUER NAMORAR PELA TV?

"Quer Namorar Comigo?" foi um quadro de relacionamento do SBT
No começo dos anos 1990 não existia internet acessível para todos. A rede social de cada um eram os amigos de carne e osso. Para um sujeito "tímido" começar um relacionamento com uma garota existiam duas opções: encarar a jovem de cara limpa ou... levar o pedido de namoro para ser assistido em rede nacional, pela televisão! Um dos clássicos da TV estreou há 20 anos, dentro do "Programa Silvio Santos", no SBT: "Quer Namorar Comigo?"

O quadro surgiu diante do volume de cartas que chegavam à "Porta da Esperança", pedindo uma ajudinha ao apresentador para desencalhar moças e rapazes envergonhados. A fórmula era bem simples: a pessoa mandava uma carta, contando sua história apaixonada para a produção. O sorteado vinha até o programa, e a equipe da atração trazia a pretendente sem que ela soubesse o motivo.

O patrão cupido 

Antes do encontro, Silvio Santos conversava com o candidato a namorado, buscando apresentar a história para o telespectador, e envolver o público de casa e as colegas de trabalho. Quando o animador conduzia a desinformada convidada para o banco do amor, um cenário todo florido, o casal tinha dois minutos para conversar. Essa era a parte mais legal para quem assistia, pois se divertiam com a timidez do par, tentando falar baixo para não serem ouvidos perante as câmeras.

No melhor estilo cupido, Silvio encerrava a conversa, pedindo à pessoa que enviou a carta para que fizesse a pergunta principal do programa: quer namorar comigo? Na maioria das vezes a resposta foi positiva. Roque entrava em cena com um buquê de flores e o dono do SBT presenteava o novo casal, em nome do programa, com um jantar em um restaurante fino, na localidade a escolher pelos dois.

Porém, as cartas pedindo reconciliação e homenagem na "Porta da Esperança" não paravam de chegar. Silvio Santos resolveu juntar também estes pedidos com os pedidos de namoro, e criou "Em Nome do Amor". "Quer Namorar Comigo?" ficou no ar apenas dois anos, quando foi substituído em 1994. Confira um trechinho deste inesquecível dominical, que antecedia "Topa Tudo Por Dinheiro". Agradecimentos: meliponarioprimavera.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

OS 25 ANOS DE "QUEM PROCURA ACHA AQUI"

Slogan do SBT entre 1987 e 1989
O ano de 1987 foi muito importante na história do SBT. Com logotipo novo, o famoso com cilindros coloridos, completando seu primeiro aniversário, a emissora de Silvio Santos inicia uma estratégia para tirar do mercado publicitário a imagem de "popularesca", que a acompanhava desde sua inauguração, 6 anos antes. Além de iniciar um processo de qualificação da programação, ressaltada com as chegadas de Hebe Camargo e Carlos Alberto de Nóbrega, a então TVS lança a campanha "Quem Procura Acha Aqui".

Silvio queria que o jingle caísse no gosto do povo, e se aproveitou do ditado popular "quem procura acha" para garantir a aceitação da proposta pelo público. Rick Medeiros era o responsável pelas compras e adaptações de formatos estrangeireiros e vinhetas, principalmente americanas, para as telinhas brasucas. Mas neste caso, o dono do SBT não queria muitas alterações das versões Yankees. As redes de televisão norte americanas são craques também nesse setor. Sabem como poucos no mundo criar um institucional envolvente e empolgante.

Vamos todos achar aqui!

A campanha escolhida foi "Be There" (está lá), produzida pela NBC em 1983. Mário Lúcio de Freitas, produtor musical, trabalhava com o Homem do Baú desde os tempos das caravanas de circo que o animador fazia pela capital paulista. Ele foi o responsável pela letra em português da vinheta. A marcante voz feminina é de Sarah Regina, intérprete do tema de abertura da novela mexicana "Chispita" (SBT, 1984). Um sucesso estrondoso. Em 1988 foi lançada a segunda versão de "Quem Procura Acha Aqui", em cima da americana "Let's All Be There" (vamos todos estar lá) de 1984, também da NBC. Com a consolidação da vice-liderança em audiência, de ponta a ponta, o institucional ganhou uma nova versão em 1989, inspirada na mesma trilogia gringa, só que agora no filme produzido em 1985.

Muitos que eram crianças naquela época, ou os fãs mais apaixonados pela emissora, se lembram com carinho da musiquinha, e em alguns casos ainda sabem cantá-la! Em 1990 o slogan foi trocado pelo "Vem que é bom pro SBT", mas o "Acha Aqui" virou marca do canal. Curiosidades: Silvio Santos gravou sua participação apenas na vinheta de 1987, uma raridade. Nas demais foram usadas imagens de seu programa. Em 1988 foram realizadas duas versões do vídeo: uma sem e outra com Gugu. A primeria aconteceu quando o apresentador tinha sido contratado pela Globo, e a segunda, foi editada meses depois do seu retorno à TVS. Mário Lúcio foi responsável por vários outros trabalhos, como as aberturas de "Hebe", "TJ Brasil", "Programa Livre", "Chaves" e outras campanhas do SBT até 1996, quando o "Acha Aqui" foi usado para comemorar os 15 anos da estação. Ah, e como o nome da emissora local era TVS e a rede era SBT, era necessário produzir duas versões da música promocional, uma para cada nome!

Vamos matar as saudades deste promocional que marcou época, e as suas inspirações americanas. Agradecimentos: VintageTelevision, Jorgeshow, marioluciodefreitas, apotheounSTK, BAUDATV, tvemvideos, rcrocha e SBT.


Primeira vinheta - TVS (1987)


Primeira vinheta - versão SBT (1987)


Be There (1983) da rede americana NBC


Segunda vinheta - sem Gugu Liberato (1988)


Segunda vinheta - com Gugu Liberato (1988)


Let's All Be There (1984), da NBC


Terceira vinheta - versão SBT (1989)


Terceira vinheta - versão TVS (1989)


Vinheta curta - 1989


Última da série "Let's All Be There", de 1985