sábado, 16 de junho de 2012

EXCLUSIVO! VINHETAS E VOCÊ: TUDO A VER

Quem criou o primeiro logotipo da TV Brasileira? Quando surgiu o "plim-plim"? Sabia que a televisão já teve mascotes como coelhos e tigres?

Isso e muito mais você confere agora nesta edição especial sobre vinhetas, nesta matéria exclusiva do blog Loucura Por TeVer!

Agradecimentos: sampaonline.com.br

sexta-feira, 15 de junho de 2012

JORNAL AMBIENTAL

Já pensou num telejornal que falasse só em ecologia? Pois ele já existe, e completa neste ano 20 anos no ar. Lançado para ser um boletim informativo sobre a Rio 92, a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Repórter Eco está em atividade há duas décadas pela TV Cultura de São Paulo. Para ser mais exato, desde fevereiro de 1992.

Terminada a conferência, naquele mesmo ano, o programa passou a cobrir os principais eventos nacionais e internacionais sobre a natureza, além das principais notícias a respeito do assunto. O informativo é uma referência pra quem quer saber mais sobre qualidade de vida e ecologia.

No começo dos anos 1990, o programa era exibido em flashes durante a programação. Com o passar dos anos, fixou sua exibição apenas aos domingos. Atualmente, o noticiário ecológico vai ao ar às 17:30h. É uma das atrações mais antigas da Cultura.

Com a chegada da Conferência Rio +20, o "Repórter Eco" se apresenta com o mais respeitado e premiado programa ambiental da nossa telinha. Mas sua atuação não se resume apenas na cobertura jornalística. O informativo participa de campanhas que defendem a natureza como a parceria "Biodiversidade Brasil".

Confira um pouco da primeira abertura do programa e uma reportagem sobre a adaptação das aves à realidade poluída de Cubatão, em 1992.

Agradecimentos: GilbertoSmaniotto e TV Cultura

segunda-feira, 11 de junho de 2012

OS 40 ANOS DO MUNDO EM CORES

A bienal Festa da Uva de 19 de fevereiro de 1972, em Caxias do Sul (RS), teve um destaque muito maior do que qualquer um dos seus carros alegóricos. Neste dia aconteceu a primeira transmissão em cores da história da TV brasileira. Um verdadeiro evento, que contou com artistas de todas as emissoras. Antes, as pessoas que quisessem ver cor na sua telinha compravam um plástico colorido e colocavam na frente do vídeo.

Os estudos técnicos e testes para implantação da nova tecnologia começaram pelo menos dez anos antes. A Tupi já fazia transmissões experimentais desde 1963. A TV Continental, canal 9 do Rio de Janeiro, já tinha construído seu transmissor colorido antes de 1972, mas faliu sem ver seu sinal transmitido em cores.

Mas por que Caxias do Sul, que nem é capital do Rio Grande do Sul, e a Festa da Uva foram escolhidas para a transmissão histórica, sendo que o polo de TV sempre foi no eixo Rio-São Paulo? Segundo o engenheiro Hebert Fiúza, em entrevista que consta no livro "Jornal Nacional - A Notícia Faz História"(Jorge Zahar Editor, 2004), o evento foi escolhido graças a influência do então Ministro das Comunicações, Higino Corsetti. De acordo com Fiúza, o ministro queria valorizar o principal evento da sua terra natal, coincidentemente a mesma do presidente da época, o general Emílio Garrastazu Médici. A filha de Higino, Mariana Corsetti, discorda da versão. Em depoimento transcrito na autobiografia de Walter Clark, "O Campeão de Audiência"(Best-Seller, 1991), Mariana conta que o evento escolhido foi o desfile de carnaval no Rio de Janeiro daquele ano, mas nenhuma emissora apresentou as condições técnicas necessárias. Como a Festa da Uva era na mesma época e a TV Difusora tinha a estrutura para realizar a cobertura em cores, o evento então entrou para a história e o Brasil esperou um pouco mais para ver o samba carioca colorido. A emissora contou com o apoio da TV Rio e da TV Globo, que enviou os atores Francisco Cuoco, Tônia Carrero e o locutor Heron Domingues.

Uma passagem lenta e gradual

Assim como a transição da TV analógica para o sistema digital, que vai ser concluída até 2016, levou muito tempo para que todas as emissoras transmitissem suas programações em cores. Os principais motivos eram o alto custo dos equipamentos e a baixa venda de aparelhos coloridos. As cores da Festa da Uva só puderam ser assistidas por 500 televisores importados. A venda da modernidade só começaria em março de 1972.

A TV Bandeirantes foi a primeira a ter todos os seus programas em cores. João Saad realizou tal proeza  após um incêndio ter destruído sua emissora, restando apenas um caminhão de externa e uma câmera. Fora a Band, as estações privilegiavam o horário nobre com produções coloridas. A expressão "ao vivo e a cores" se popularizou nesta época, e ainda é lembrada pelo destaque que alguns programas tinham com essa frase na chamada.

Com o espetáculo "Mais cor em sua vida" (31/03/1972), a TV Tupi inaugurou suas transmissões em cores. A TV Gazeta colocou no ar o primeiro programa colorido, "Vida em Movimento", como contou sua apresentadora, Vida Alves, em entrevista exclusiva ao Loucura. No Plim-Plim, "Meu Primeiro Baile", episódio do semanal "Caso Especial" foi a primeira produção colorida da Globo, levada ao ar também no último dia de março de 1972. A novela "O Bem Amado", de Dias Gomes, foi lançada naquele mesmo ano, se tornando a primeira em cores.

A TV só passa a ser totalmente colorida no final da década de 1970. Outra revolução importante na tecnologia só aconteceu 35 anos depois, em 2 de dezembro 2007, quando um pool de emissoras transmitiu oficialmente o sinal digital. Curiosidade: inaugurada em 1961 por frades Capuchinhos, a TV Difusora foi comprada pela Band em 1979. Portanto, a Bandeirantes se proclama pioneira na transmissão e programação em cores no Brasil.

Acompanhe um trechinho da Festa da Uva, o começo do espetáculo "Mais cor em sua vida" e a abertura de "Meu Primeiro Baile" e "O Bem Amado". Veja também uma reportagem realizada pela Band RS, novo nome da TV Difusora, que relembra os 40 anos do evento histórico. Agradecimentos: EnioMarcioValle, 10desetembro, gilgrespan, MauroRVeiga, Band e cincomeiasete.blogspot.com

sábado, 2 de junho de 2012

VOCÊ ESCOLHE O FINAL

Em tempos de conexão 24 horas, interatividade é uma palavra mais que na moda. Antes da era da banda larga ou do sinal digital, a TV se virava para fazer com que o telespectador participasse dos programas, onde quer que ele estivesse. Não existia a internet, então o jeito era apelar para a popular cartinha ou o grande invento de Alexander Graham Bell: o telefone!

Foi graças ao antigo sistema Telebrás que a TV Globo colocou no ar um de seus maiores sucessos. Imagine poder escolher pelo telefone, ao vivo, o final que você quer para uma história contada na telinha! Era assim que funcionava o programa "Você Decide", sob direção de Paulo José. Sua estreia aconteceu exatamente há vinte anos, em 1992, e de cara agradou a audiência. Segundo o Almanaque Globo, foi o primeiro programa a abrir votação popular para a escolha da conclusão da atração.

As tramas criadas semanalmente resultavam em duas possibilidades de desfecho: sim ou não. As ligações gratuitas começavam no final do primeiro bloco, quando o dilema tinha acabado de ser apresentado. E os enredos geravam discussão nos lares brasileiros.

Um jogador de futebol, escalado para bater um pênalti decisivo, deve marcar o gol que sepultaria a carreira de seu pai, técnico do time adversário, ou chuta a bola para fora? O padre deve denunciar um criminoso, que revelou em confissão que cometeu um assassinato? Um cirurgião deve salvar a vida da ex-amante que ameaça destruir seu casamento? Um delegado deve prender o filho, flagrado em um assalto por uma câmera escondida? Um desempregado deve devolver um saco cheio de dinheiro, encontrado por ele? Você escolhia o final.

O formato fez tanto sucesso que foi vendido para outros países da America Latina e Europa. A partir de 1997, o "Você Decide" passou a oferecer três finais diferentes. Vários atores apresentaram o programa: Antônio Fagundes (que causou espanto ao aparecer de cabeça raspada), Walmor Chagas, Tony Ramos, Lima Duarte, Raul Cortez, Carolina Ferraz e Luciano Szafir. Do time do jornalismo, Renata Ceribelli e Celso Freitas também comandaram a atração. Suzana Werner conduziu uma reapresentação especial do interativo dentro do "Vale a pena ver de novo", durante o mês de julho de 2001.

O programa ficou no ar oito anos, apresentou 323 casos diferentes, e sempre contou com a participação ativa do público, que opinava através de milhares de ligações.

Confira a seguir a chamada de estreia do programa, a famosa abertura e sua morificação para as três alternativas.

Agradecimentos: alxqueiroz, homemobsoleto, belohorizonte2009 e TV Globo


Com informações do Almanaque da TV Globo (Marcel Souto Maior, Editora Globo, 2006)

domingo, 20 de maio de 2012

CURIOSIDADES DA ESCOLA MUNDIAL


No dia 21 de maio, o SBT vai estrear o remake de Carrossel, inspirado no roteiro mexicano. A novela foi produzida em 1989 e exibida pela primeira vez no Brasil em 1991. Nós já comemoramos inclusive os vinte anos da primeira apresentação da trama mirim. Confira: http://www.loucuraportever.blogspot.com.br/2011/01/carrossel-20-anos.html

Desta vez, vamos trazer mais curiosidades sobre a história da professora Helena e seus alunos. O texto que inspirou os mexicanos veio da Argentina. A novela "Jacinta Pichimahuída, la maestra que no se olvida" (a professora que não se esquece) foi ao ar na terra de Perón em 1966. A discussão sobre racismo entre uma aluna branca e rica e um garoto negro e pobre se mantém desde então. O nome do Cirilo é um dos poucos que permanece na história até hoje. O sucesso de "Jacinta" rendeu um filme em 1974. O enredo virou uma série televisiva na ATC, também argentina, chamada "Señorita Maestra", em 1983. Foram dois anos no ar, com grande audiência.

Pedro Damián, responsável futuramente pelo sucesso da novela mexicana "Rebelde"(2005) e da banda RBD, gostou da história e resolveu produzí-la na Televisa, no final dos anos 1980. Lá na vila do Chaves, a professora Helena atendia por Jimena. Ela e seus aluninhos viajaram por todo o México e para vários países da América Latina.

Hoje, 23 anos depois, muitos têm curiosidade em saber o destino de alguns de seus atores mirins. Ludwika Paleta provocou raiva no público ao viver a metida Maria Joaquina Villaseñor, filha de um importante médico do país. A atriz seguiu trabalhando em televisão e, sem dúvida, é a mais bem sucedida artisticamente dentre os alunos daquela classe do 2º ano. Ludwika é conhecida nossa por novelas como "Vovô e Eu" (1992), "Maria do Bairro"(1995) e "Amigas e Rivais"(2001). Todas dubladas e exibidas pelo SBT em 1992, 1997 e 2002, respectivamente.

Christel Klitbo deu vida à travessa Valéria Ferreira. A jovem que não revela a idade continua sendo atriz, embora não tenha feito mais nada marcante na TV. Hoje vive em Madri, na Espanha, e continua estudando.


 A pequena Alícia Guzmán foi interpretada por Sylvia Guzmán, que deixou os holofotes para se dedicar à medicina. Hilda Chávez ficou famosa na pele da romantica Laura Quiñones. Atualmente Hilda é advogada.


Cirilo Rivera foi o personagem de Pedro Javier Vivero. O ex-ator também se afastou da vida artística e formou-se em ciências da comunicação. "Carrossel" tinha também um judeu, o loirinho David Rabinovich. Seu intérprete, Joseph Birch é coreógrafo de dança contemporânea.

Mário Ayala surge com a novela em andamento, mas seu relacionamento com seu cãozinho Rabito é lembrado pelos fãs. Quem deu vida a esse personagem foi Gabriel Castañon, que hoje é um importante engenheiro musical.

Gabriela Rivero foi o sonho de todo o aluno com sua doce professora Helena. Não só das crianças, mas também dos adultos. Vale lembrar que ela foi a única atriz internacional a visitar o presidente da república, e aglomerar uma multidão em Brasília, em frente o Palácio do Planalto. A atriz esteve de volta ao Brasil no ano passado, nas comemorações dos 30 anos do SBT, no "Programa do Ratinho".

A emissora de Silvio Santos tem feito a lição de casa direitinho. Fez uma grande campanha de divulgação na programação e também externamente, com ações como o passeio de Priscila Alcântara, intérprete do novo tema de abertura, no Zoológico de São Paulo. Vamos aguardar os frutos que serão colhidos a partir da estreia da novela no dia 21, às 20:30h.

Por enquanto, vamos rever Gabriela Rivero no Brasil, em sua mais recente visita.

Agradecimentos: brunoch1987,

domingo, 13 de maio de 2012

AS SETE DAS SETE

Reencontros, na maioria das vezes, são bons momentos. E a vida sempre nos reserva surpresas ao rever alguém de antigamente. Várias novelas já retrataram de forma diferente essa situação.

Neste mês de maio um grande sucesso das 19h completa 30 anos. "Elas por Elas" (TV Globo) foi escrita por Cassiano Gabus Mendes e dirigida por Paulo Ubiratan. Sete amigas se reúnem 20 anos depois por coincidências do presente e histórias passadas mal resolvidas. Natália (Joana Fomm), Marlene (Mila Moreira), Carmem (Maria Helena Dias), Wanda (Sandra Bréa), Adriana (Ester Góes), Helena (Aracy Balabanian) e Márcia (Eva Wilma) decidem esclarecer fatos vividos nos tempos de colégio, como a paixão de Helena e Adriana pelo mesmo homem. Mas também existiam acontecimentos atuais que atormentavam a vida das protagonistas, como a traição de Wanda com o marido de Márcia, Átila (Mauro Mendonça), o casamento mal sucedido de Carmem e a má sorte no amor de Marlene.

Wanda tinha um irmão investigador, que foi contratado por Márcia para descobrir a identidade da amante, e possível assassina de Átila, morto depois em um quarto de Motel. Entra em cena um dos mais folclóricos personagens da teledramaturgia brasileira: Mário Fofoca (Luís Gustavo). Esse detetive muito atrapalhado, com seu terno xadrez e gravata colorida, fez tanto sucesso na época, que ganhou um programa solo na grade da Globo e um filme: "As Aventuras de Mário Fofoca". "Elas por Elas" também tinha um mulherengo incorrigível e interesseiro, René (Reginaldo Faria), parceiro de Mário.

A novela teve uma das aberturas mais bacanas do "plim-plim". O time do "mago" Hans Donner, responsável pelas vinhetas da emissora, montou uma festa onde eram tiradas fotos das sete personagens principais em preto e branco, duas décadas atrás. Da imagem surgem colorida, em movimento, cada uma das sete atrizes protagonistas. O tema de abertura, cantado pelo grupo The Fevers ("Hey, hey, bandeira pouca é bobagem") estourou nas paradas de sucesso, e se tornou um dos "hits" da década de 1980.

Curiosidade: a novela também sofreu com a censura militar. Mário Fofoca paquerava a mulherada usando o repertório de Roberto Carlos. Mas os censores não permitiram que o detetive usasse a música "Falando Sério". Tudo por causa da frase "e apenas ser mais um na sua cama". Luís Gustavo voltou a interpretar o famoso detetive em duas vezes: em 1996, num dos episódios do humorístico "Sai de Baixo", e em 2010, no remake de "Ti ti ti", como uma grande homenagem da autora Maria Adelaide a Cassiano Gabus Mendes, escritor do roteiro original da trama.

Vamos relembrar um pouco deste sucesso com a abertura de "Elas por Elas", uma das primeiras a usar o recurso da animação por computador, com o The Fevers cantando o tema homônimo.

Agradecimentos: pararecordarnovelasefamosos.blogspot.com, marcatudo22 e TV Globo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

EXCLUSIVO! A VIDA E OBRA DE VIDA ALVES

Promessa é dívida. No início deste ano disse que teríamos novidades para 2012. A partir de agora, o blog Loucura por TeVer também vai produzir reportagens excluivas para você! Existem outras surpresas que serão reveladas no decorrer do ano, mas agora vamos acompanhar a primeira entrevista realizada pelo blog.

A atriz Vida Alves é uma das pioneiras da TV brasileira e nos concedeu declarações únicas sobre sua vida e carreira, como sua trajetória no cinema, o lançamento do primeiro programa de entretenimento em cores da telinha, o "Vida em Movimento", e a criação do Museu da TV.