sábado, 12 de fevereiro de 2011

UMA GRIFE INESQUECÍVEL


Como profissional da notícia, tenho verdadeira paixão pelo bom jornalismo. Portanto, como amante de televisão, me deleito pelo bom telejornalismo. Nesta semana me lembrei de um produto que certamente ficou na história da informação eletrônica do Brasil, pela sua competência, profissionalismo e ousadia: o "Jornal da Manchete".

Adolpho Bloch, segundo sua viúva D. Anna Bentes Bloch, não queria ter uma emissora de televisão, mas quando quis, convencido por seus sobrinhos, em especial Pedro Jack Kapeller, Bloch fez o que pôde para a emissora ser qualificada. Uma de suas exigências foi que o jornalismo fosse a grande estrela da nova emissora, já que nascia da revista Manchete, importante semanário nacional. Assim, em 1983, o "Jornal da Manchete" estreou no dia seguinte à inauguração da emissora: 6 de junho.

No início, o noticiário tinha incríveis três horas de duração! Nenhuma emissora dedicava tanto espaço para o telejornalismo. Seu maior e principal concorrente, o "Jornal Nacional" da TV Globo, durava no máximo 30 minutos. Posteriormente, esse tempo foi distribuido ao longo da programação. Foi aí que surgiram o "Edição da Tarde" e o "Jornal da Manchete - Segunda Edição". Mesmo assim, os três telejornais tinham o maior tempo de grade dentre todos os seus concorrentes nacionais: uma hora de pura informação para cada um, com qualidade e credibilidade.

Grandes nomes do jornalismo brasileiro passaram por ali como Márcia Peltier, Eliakim Araújo, Leila Cordeiro, Florestan Fernandes Jr, Augusto Xavier, e como comentaristas Alexandre Garcia e Carlos Chagas, além de vários outros. O destaque da linha editorial eram as coberturas política e econômica.

Outros detalhes que marcaram o produto foram os cenários (foi o primeiro a usar uma redação ao fundo) e a trilha de abertura, Video Game, composta pelo conjunto Roupa Nova, o mesmo que criou o tema de abertura da programação da TV Manchete.

"Jornal da Manchete" ficou no ar até 8 de maio de 1999, quando foi substituido pelo "Primeira Edição", o primeiro noticiário do canal na fase transitória para a RedeTV! Esse informativo inclusive absorveu tudo do antigo telejornal da extinta emissora, até os apresentadores. A valorização que hoje existe ao jornalismo em muito deve ser creditado a esse grande trabalho que marcou época na TV Brasileira. Uma verdadeira grife jornalística.

Assista alguns vídeos e comprove como muitas "inovações" que vemos em alguns jornais, já existiam no "Jornal da Manchete".


Agradecimentos: redemanchete.net, andreluisdeamorim, hpereira2004, carlosYOU, sfl662006




Aberturas do Jornal da Manchete


Eliakim Araújo e Leila Cordeiro na bancada


Márcia Peltier apresenta o Jornal da Manchete


Claudia Barthel revezou a apresentação do jornal com Augusto Xavier, na sua fase final





sábado, 5 de fevereiro de 2011

CLIPES MAIS QUE FANTÁSTICOS


O Fantástico foi a primeira revista eletrônica da televisão brasileira, antes mesmo que o formato ganhasse essa denominação. O dominical da TV Globo estreou em 1973, às 20h, logo após o "Programa Silvio Santos". A atração reunia tudo: jornalismo, reportagens, humor, shows e musicais. Na parte musical, o programa inovou, ao trazer para a TV brasileira a linguagem do video clip... no padrão Globo de qualidade, é verdade.

Tá certo que a emissora dos Marinho não inventou o clip nas telinhas brasucas. Eles já existiam desde 1950, quando foram gravados em película para tapar buracos na inaugural programação da TV Tupi de São Paulo. Mas foi no "Show da Vida" que eles se popularizaram. Quem estava estourado nas paradas tinha o direito de ter seu sucesso transformado em clip para a atração, inclusive artistas contratados de outras emissoras. Naquela época, as gravadoras não bancavam essas produções.

Um dos clipes mais marcantes foi da música Gita, gravada por Raul Seixas. Ele marca um avanço para a época: o uso do Chroma Key, técnica em que uma cor (azul ou verde)num fundo infinito é substituída eletronicamente por qualquer imagem.

Com a evolução que a gravação em vídeo de grandes sucessos ganhou, após Michael Jackson produzir Thriller, o "Fantástico" não podia ficar para trás e reformulou a linguagem de seus clipes. Muitos artistas lançados nos anos 1980 cantaram no dominical. Além de produzir clipes, o programa também lançava em primeira mão os novos singles internacionais de cantores como o Rei do Pop e Madonna.

A partir da década de 1990, com o investimento das gravadoras no produto e a chegada da MTV, os clipes do "Fantástico" foram saindo de cena aos poucos. Em compensação ficaram essas pérolas de uma época que não volta mais. Assista alguns deles, são fantásticos!

Agradecimentos: baudoraul, pugaman77, nandodance, calulinho, marcinpore, TV Globo.


Gita - Raul Seixas 1974


América do Sul - Ney Matogrosso 1975


Sandra Rosa Madalena - Sidney Magal 1978


Mais uma de Amor (Geme, Geme) - Blitz 1982


Serrinha - Clara Nunes 1982


Amante Profissional - Herva Doce 1985


Companheiro - Dominó (criado por Gugu Liberato, do SBT) 1985


Vou de Táxi - Angélica (na época apresentadora da TV Manchete) 1988

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PERDIDÃO COM FAUSTÃO


Internet é uma ferramenta que fala com diversas gerações, mas principalmente jovens. Quando falamos já nos anos 80, estamos tratando de assundo que estão completando 30 anos e que essa garotada sabe pouco, como por exemplo o programa "Perdidos na Noite".

Essa atração foi a primeira comandada por Fausto Silva, o Faustão, em três emissoras diferentes. O então repórter de campo fazia grande sucesso com o "Balancê", programa de rádio que conadava com Osmar Santos.

Em 1984, o jornalista Goulart de Andrade visita a rádio e conhece aquele escrachado apresentador. Convida ele e sua equipe para ter um quadro dentro de seu programa na TV Gazeta de São Paulo. Fausto, os humoristas Tatá e Escova e a produtora Lucimara Parisi embarcam nessa aventura e em março do mesmo ano, "Perdidos na Noite" estréia aos sábados.

Logo o programa de auditório ganhou destaque e se emancipou do programa de Goulart. Ainda em 1984, "Perdidos" passa a ser transmitido pela TV Record, onde fica até 1986, quando se muda para a TV Bandeirantes, e passa a ser conhecido em todo o Brasil.

Assim como Chacrinha, Fausto mostrava a equipe técnica do programa. Mais do que isso, interagia com ela. Seu jeito irreverente conquistou o público, que se manifestava da mesma maneira. Era comum ver faixas no auditório que diziam: "Faustão, sai da frente! Quero ver o programa!!!"

Desde os tempos da Record, o programa era gravado no Teatro Záccaro, e gerava alguns prejuízos para o maestro prorpietário do local. Muitas bandas de rock dos anos 80 nasceram ali e batiam ponto no programa, e segundo entrevista de Záccaro à Sônia Abrão, a platéia extravazava de todas as formas imagináveis, como quebrando as cadeiras do teatro, por exemplo.

"Perdidos na Noite" chegou ao fim em 1989 quando Fausto foi para a TV Globo comandar o "Domingão do Faustão". Curiosidade: naquela época poucos apresentadores tinham direito a ter seus nomes nos títulos dos programas globais. Até então somente Chacrinha, Chico Anysio e Xuxa tiveram esse presente. O sucesso do apresentador na época garantiu tal regalia.

Os fãs do programa sentem saudades, especialmente do estilo do Faustão, que dizem era muito mais solto e mais divertido. Você confere agora se essa justificativa é verdadeira ou não!

Agradecimentos: O Globo, videoantigo, 7desetembro, AndreaM30, KID25ANOS, rodrigobmlua.


TV ano 50 - Perdidos na Noite


Gugu e Faustão no Perdidos na Noite - TV Record


Perdidos na Noite - TV Bandeirantes


Uma das primeira apresentações do Kid Abelha


Paralamas do Sucesso no Perdidos na Noite - 1986

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SS 50 ANOS - A PRIMEIRA VEZ


O ano de 2011 reserva muitas alegrias para Silvio Santos, e ainda há motivos para comemorar! Se engana quem pensa que vou falar dos 30 anos do SBT. Calma, tudo a seu tempo, ainda é muito cedo. Neste ano, Silvio completa incríveis 50 anos ininterruptos comandando programas de auditório na televisão brasileira. Mais um recorde para sua coleção.

A história começou assim: em 1961, o "Peru que Fala", apelido que ganhou de Manoel de Nóbrega, já tinha o Baú da Felicidade desde 1958, como sócio de Nóbrega no princípio. Silvio também já comandava um programa na Rádio Nacional de São Paulo. Após um calote que o pai de Carlos Alberto de Nóbrega levara do primeiro sócio do Baú, ele viu no jovem locutor carioca a salvação de seu negócio. A princípio, Silvio não queria ir, mas o fez pelo respeito, gratidão e admiração que sentia por Nóbrega, que o acolhera na capital paulista como um pai, sem nenhum tostão no bolso. Já naquele tempo ele demonstrava grande aptidão para os negócios: fazia shows em circo, com a "Caravana do Peru Que Fala", vendia anúncios em uma revista de passatempos chamada "Brincadeiras para Você", e tinha um bar chamado "Nosso Cantinho", em sociedade com um cunhado de Hebe Camargo.

Ao assumir o Baú, Silvio tratou de torná-lo conhecido em São Paulo, através de sua caravana e dos anúncios na Nacional. Deu certo, mas a empresa estava crescendo muito, e necessitava de mais publicidade. Foi então que resolveu apostar num veículo recém-chegado ao país, e que poucos o entendiam bem: a televisão. O locutor decide alugar um horário noturno na TV Paulista, canal 5 (atual TV Globo SP). A idéia era bem simples, um jogo de forca com os fregueses do Baú, que concorriam a vários prêmios. Esse era o "Vamos Brincar de Forca".

Engana-se quem pensa que essa foi a estréia de Silvio Santos na TV. Antes ele havia sido locutor de comerciais das extintas Lojas Clipper. O começo na telinha também marca o início do Grupo Silvio Santos. O animador pensou que a propaganda exaustiva do Baú iria cansar o telespectador. Para isso criou a Publicidade Silvio Santos Ltda. Para muitos essa empresa, encarregada de todas as cotas de comerciais dos programas do animador, seria o embrião do SBT.

"Vamos Brincar de Forca" ia ao ar às Quartas-feiras. Ficou em atividade apenas um ano, quando o dono da emissora, Victor Costa, pediu que Silvio comandasse uma atração de duas horas, a partir do meio-dia, com jogos, brincadeiras e prêmios aos domingos, já que não tinha nada na programação da TV Paulista nesse horário. O dono do Baú topou, e estreou o "Programa Silvio Santos".

Claro que não existe nenhum vídeo desse programa, talvez nem o SBT possua. Muita coisa antiga do seu arquivo se perdeu nas enchentes que castigaram sua antiga sede, no bairro da Vila Guilherme. Mas no aniversário de 15 anos da emissora, por ocasião da inauguração do Complexo Anhanguera em 1996, Silvio relembra esse início de carreira e cita o programa "Vamos Brincar de Forca". No discurso, ele credita todo o sucesso na TV e fora dela ao Baú da Felicidade.

E isso é apenas o começo dos posts especiais que faremos sobre esses 30 anos de SBT e 50 anos de Silvio Santos na telinha!

Assista!

Agradecimentos: 1980Russo, SBT.


Inauguração do CDT e discurso de Silvio Santos

QUEM, COMO E POR QUE MATOU???


Ando meio que esquecendo de falar de novelas. Isso é uma falta grave! Afinal, um blog sobre TV não pode deixar de tratar do nosso principal produto televisivo de exportação.

Uma das tramas mais famosas que nossa telinha já produziu, e particularmente é uma das minhas preferidas, foi "A Próxima Vítima", de Silvio de Abreu. A novela foi produzida pela TV Globo em 1995, e foi ao ar às 20:30.

Para alavancar a audiência, os novelistas às vezes recorrem ao "quem matou", um assassinato misterioso na história, que só irá ser solucionado no último capítulo. Nesta novela ambientada nos bairros do Bexiga e da Mooca, em São Paulo, não havia uma vítima e sim 11, que eram mortas no decorrer dos capítulos. A brincadeira de detetive mobilizou o país, algo semelhante com o "caso" Odete Roitman de "Vale Tudo"(TV Globo, 1988).

O desfecho da história, com a revelação do matador do Opala preto, foi gravado poucas uma hora antes de ir ao ar. Os editores trabalharam durante o "Jornal Nacional" e a exibição do material já editado antes. Isso fez com que "A Próxima Vítima" terminasse às 23h! Além disso, outros finais foram gravados. Na primeira exibição Adalberto (Cecil Thiré) foi preso pelas onze mortes. Em Portugal, e aqui no Brasil no " Vale a Pena Ver De Novo", Ulisses (Otávio Augusto) era o criminoso.

Além disso, a novela também discutia temas sociais importantes como racismo (nesse caso, família negra era bem sucedida) e homossexualismo (ficou famoso o personagem Sandrinho, vivido por André Gonçalves, que inclusive sofreu o preconceito na pele). Não dá pra esquecer do verdureiro Juca (Tony Ramos), que possuía uma barraca no Mercado Municipal, que inclusive existe lá até hoje!

"A Próxima Vítima" entrou para a história da teledramaturgia nacional e não sai da memória dos brasileiros que acompanharam essa irresistível trama.


Agradecimentos: librianasp, eltonmgs, leosempredemais, speedsonic e TV Globo


Abertura da novela


As vítimas


O Assassino - 1995


O Assassino - "Vale a Pena Ver De Novo" em 2000


Matéria exibida no "JN", antes do último capítulo em 1995

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OS SÁBADOS MUSICAIS


Continuo a relembrar os programas sertanejos que invadiram a telinha no final dos anos 1980, com grande força. Tanto era que chegou a ter uma categoria no "Troféu Imprensa". Falando no SBT, a emissora apostou várias vezes nesse gênero. Nos seus primeiros 10 anos de vida, a TVS exibiu atrações como "Musicamp", e chegou a ter em seu elenco as duplas Don e Ravel, João Mineiro e Marciano e Chitãozinho e Xororó, que tinham seus musicais aos domingos, precedendo o "Programa Silvio Santos".

Mas o programa que foi o maior sucesso da emissora no gênero foi "Sabadão Sertanejo", comandado por Gugu Liberato. Criado em 1992, o musical veio substituir o "Viva a Noite", após 10 anos vitoriosos. Porém os tempos eram de vacas magras, o SBT passava por uma séria crise financeira. Por contrato, Gugu deveria ter, além das quatro horas das tardes de domingo, duas horas dos sábados à noite. A emissora então decidiu criar o sertanejo, aproveitando a alta desse tipo de música, fazendo o mínimo de reformas no cenário do "Viva a Noite". Gugu e suas bailarinas se vestiam à caráter, com direito a bota, chapéu e fivela no cinto.

"Sabadão Sertanejo" agradou tanto que, por muito tempo, era uma cinco atrações mais assistidas do SBT. Com o passar dos anos, o programa passou a receber artistas de vários gêneros musicais. Por isso tinha que mudar o nome. Durante pouco tempo se chamou "Paradão Sertanejo","Paradão", para finalmente consagrar o apelido "Sabadão" como título oficial.

Possuindo a grande audiência, "Sabadão" seguiu sendo o grande palco para o sucesso musical brasileiro. Os maiores nomes nacionais e internacionais tinha que bater o ponto no programa.
Em 2002, o formato passou a anteceder o "Domingo Legal", sendo então o fim do "Sabadão". Contando desde a sua estréia como apresentador, Gugu ficou à frente de uma atração noturna aos sábados por 20 anos no SBT.

Confira alguns dos artistas que passaram pelo "Sabadão Sertanejo", "Paradão" e "Sabadão".

Agradecimentos: SeraqueFoiSaudade, saulsv, blogshowklb, HIPHOPCOMPANY, lipea2007


Zezé Di Camargo & Luciano - Sabadão Sertanejo 1991


Banda Buffalo no Sabadão Sertanejo


A cantora mexicana Thalia, em 1997 no Sabadão


Latino no Sabadão


KLB canta Ela não está aqui

MODÃO BÃO ESSE NA RECORD!!!


Nessa época de férias muitas pessoas preferem o campo do que a praia para descansar do corre-corre das metrópoles. E nesses interiores desse país gigante por natureza, a parada de sucessos sempre foi diferente das grandes capitais. Mesmo hoje em dia, com internet, o povo de lá gosta de um gênero de música muito particular do brasileiro: a música caipira.

Para atender a esse público, já que parte dele também vive nas selvas de pedra, as emissoras também investiram em programas musicais sertanejos. Um deles, que obteve grande sucesso durante sua exibição, foi o "Especial Sertanejo", da TV Record.

O programa surgiu juntamente com o estouro das grandes duplas nacionais, como Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, e mais tarde, Leandro e Leonardo e Zezé di Camargo e Luciano. A atração teve o comando inicial do cantor Donizeti (aquele do "Galopeeeeeeeeeeeeeeeeira"), mas ficou marcada com a apresentação do sertanejo Marcelo Costa. Quem via a atração lembra do bordão "caba não, mundão" e " ô lugarzinho abafadinho"(detalhe: por muitos anos, o Teatro Paulo Machado de Carvalho, onde era gravado o "Especial", não tinha ar condicionado).

Um dos quadros mais marcantes do musical era a Sala do Tião Carreiro, em que eram reunidas duplas novatas com grandes nomes da música raíz, ou mesmo cantores consagrados cantando clássicos da moda de viola. O nome do quadro é uma homenagem a este ícone da música caipira, falecido em 1993.

"Especial Sertanejo" ficou no ar 15 anos, encerrando suas atividades em 1998, sempre às Quartas-feiras. Marcelo Costa foi para a TV Gazeta comandar o "Família Sertaneja", nos mesmos moldes do "Especial", que ficou no ar até 2001. Hoje o apresentador segue apenas com sua carreira de cantor, e o famoso programa da TV Record está agora na Rádio Record.

Assista algumas apresentações do programa e a homenagem prestada nos 50 anos da emissora.

Agradecimentos: uen11, DoctorHer, zicktuco, edmilsonmatiasrcc1.


Gilberto e Gilmar - Só mais uma vez


Marcelo Costa canta no "Especial"


Teodoro e Sampaio - Vestido de Seda


Marcelo Costa: 15 anos de "Especial Sertanejo"