terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A HUGOMANIA


Interatividade em televisão não é uma coisa de agora, como muitos pensam. Vários programas nasceram ao longo dos anos 1980 e 1990 com a proposta da participação direta do telespectador por carta, telefone, fax e e-mail (já na era da informática). Quem explorou bem esse recurso foi o segmento infantil, e com muitos resultados positivos, em várias emissoras.

Um deles, sem dúvida, é o Hugo Game. O programa de origem dinamarquesa nasceu em 1990, e conquistou fãs em 40 países. A atração chegou ao Brasil em 1995, pela Rede CNT, e permaneceu no ar por aqui até 1998. O personagem Hugo apresentava o programa, produzido pela Herbert Richers, direto de uma Floresta Encantada, e teve como seus parceiros humanos os apresentadores Matheus Petinnati, Vanessa Vholker, Andrea Pujol e Rodrigo Brassolotto.

Nos games, o duende Hugo tinha que vencer os mais diversos desafios para salvar sua esposa Hugolina, e seus filhos, Rit, Rat e Rut, da perversa Bruxa Maldícia. E não eram poucos os desafios! Hugo andava de skate, pulava pedras rolantes, saltava de um avião para o outro em pleno voo, viajava de balão, e muitas outras aventuras escolhidas pela garotada em casa. Quem comandava o duende aventureiro nos jogos eram as crianças, através do teclado do telefone. Os apresentadores explicavam antes de cada aventura, quais comandos seriam usados, mas durante a brincadeira torciam pelo jogador gritando os números do telefone.

Esse duende fez muito sucesso por aqui, tanto que congestionava as linhas telefônicas da emissora. A CNT chegou a receber cerca de 1 milhão de ligações por dia, vindas do país inteiro, na sua sede no Paraná. Todos queriam ganhar o mais cobiçado prêmio: o video game, apenas conquistado pelo jogador que mais pontuasse no dia. Várias frases do Hugo caíram no gosto da molecada como "subindo a montanha, sem fazer manha", "caí no penhasco, virei churrasco", "não tem chororô, esse jogo acabou".

O que não terminou mesmo foi a saudade do programa e o sucesso do joguinho que, para alegria dos fãs, agora está disponível nas versões para Andróide, iOS, PC e PSP.

Abaixo, vamos rever alguns trechos desse programa. E em 2012 o blog Loucura por TeVer vai trazer grandes novidades. Aguardem...

Agradecimentos: interrogazao, Jorgeshow, minilua.com.




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CRÍTICA: NÃO VÁ PRA CAMA, SEM ELA!


Ontem estreou a nova temporada do programa "Amor e Sexo", na TV Globo. Acompanhei a atração, que tinha como convidados os atores Julia Lemmertz, Alexandre Borges, Letícia Spiller e Marcelo Novaes. Foram abordados vários temas como o sexo entre os filhos adolescentes e o diálogo entre pais separados. Nem senti a hora passar.

A Globo acertou na maneira como tratar os assuntos, num programa de auditório e repleto de jovens. Normalmente o assunto cai na vulgaridade ou na piada chula. Fernanda Lima conduz muito bem, dosando humor para que a conversa não seja a mesma de um consultório médico ou se encaminhe pelo mau gosto. Sem contar a música ao vivo de Léo Jaime e sua banda.

"Amor e Sexo" é uma prova de que dá pra falar sobre sexo sem constrangimento ou malícia barata na TV. Tanto é que na plateia também estavam presentes pais e mães acompanhados de seus filhos, falando abertamente sobre os temas propostos. Os quadros do programa visam divertir e levar informação sem preconceito. Claro que o horário em que é apresentado, após às 23h, permite uma maior liberdade, mas esta não é confundida com libertinagem. Até mesmo em seu modo de exibição, em temporadas curtas ao longo do ano, favorece o programa.

Uma boa opção para as noites de Quinta!

Agradecimentos: Divulgação TV Globo

domingo, 16 de outubro de 2011

O PIOR PROGRAMA ESPORTIVO? NÃO!!!


Já faz algum tempo que tenho vontade de falar sobre programas esportivos. O problema é que no Brasil, ninguém foi muito além das tradicionais mesas redondas ou dos programas esportivos americanos. Um deles inspirou o "Esporte Espetacular", na Globo, e este é copiado por todas as demais. Uma das raras excessões foi apresentada por Silvio Luiz na TV Record, nos anos 1980: o "Clube dos Esportistas".

O programa ficou no ar de 1982 a 1986. Já em seu título, uma homenagem ao clássico "Clube dos Artistas" de Airton e Lolita Rodrigues, o público podia imaginar do que se tratava. O narrador trazia vários atletas todas as Terças-feiras para um bate-papo muito descontraído. Todos participavam, de amadores a profissionais consagrados, além de convidados especiais, para conversar sobre o mundo dos esportes e qualquer outro assunto interessante.

"Clube dos Esportistas" ia ao ar meia-noite e era pré-gravado enquanto durasse a fita. Isso mesmo! Nos tempos de vacas-magras da Record, Silvio era avisado de quanto tempo restava no tape para gravar a atração. Em 1984 o programa encerrava com a frase: "Considerado o pior programa de televisão". Os apelidos dos apresentadores eram usados nos créditos do "Clube". Mas não era muito usado, pois Silvio era chamado de iogurte (branco e azedo), brincadeira que o narrador não gosta muito!!!

Não existem muitos trechos do programa no Youtube. Mas dá para conferir como era o programa nestes três fragmentos! Vale a pena rever ou conhecer.

Agradecimentos: egon86, mnterceirotempo, R7 e silvioluiz.com.br





terça-feira, 11 de outubro de 2011

CRÍTICA: ROTEIRO, O SEGREDO DO SUCESSO



Neste dia, o humor está em evidência por dois aspectos: um triste e outro negativo. Hoje faleceu o humorista José Vasconcelos, que interpretou durante anos o personagem Sá Silva, na Escolinha do Professor Raimundo. Pioneiro do que atualmente chamam de "Stand-up Comedy", Vasconcelos, de 85 anos, estava internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com problemas nos rins, mal de Alzheimer e sofreu uma parada cardíaca nesta madrugada. O diretor do "Programa do Gugu", Homero Salles, decalrou que o ator jamais usou palavrões em seus textos e no dia a dia.

Também hoje, Rafinha Bastos, humorista da nova geração e integrante do programa "CQC" na Band, pediu demissão. Rafinha alega que não saberia como se portar no programa, diante dos problemas que seus comentários têm causado. A direção da emissora vai avaliar o pedido após o feriado.

Os dois casos possuem uma ligação, que se apresenta como um problema na televisão a ser solucionado: a criação de bons roteiros. Não é só a comédia televisiva que sofre deste mal, mas a dramaturgia também.

Certa vez, um amigo meu me disse que o humor não deve ter limites. Eu concordo. Acho muito chato não rir de si mesmo, que é isso que a sociedade faz quando compreende uma piada. Mas o humor duradouro, que ninguém esquece, como o de José Vasconcellos, esse necessita de um roteiro muito bem escrito. Não é a toa que a "Praça é Nossa" se mantém no ar há quase 25 anos, só no SBT, ou que a fórmula da "Escolinha do Professor Raimundo" continua fazendo sucesso, garantindo o segundo lugar em audiência para o "Programa do Gugu", na Record.

No último domingo, o "Pânico na TV" mostrou dois de seus humoristas de sunga, numa espécie de banheira, cobertos por pedaços de queijo que seriam comidos por ratos. Além de ignorar as doenças que os roedores podem transmitir, o diretor Bolinha ainda expulsou Edu Sterblich por ter se recusado a gravar.

O grande segredo do sucesso da televisão não está nas carinhas bonitas, nem na alta tecnologia, tampouco na apelação barata e sem sentido. A vida longa na TV se deve a um bom roteiro. O resto é consequência. Fazer graça é um dom, mas escrever humor com qualidade é como um diamante: dura para sempre. Como o vazio que deixará José Vasconcelos

Agradecimentos: vivercidades.org.br

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O FOGO E A TELEVISÃO


O apresentador Blota Jr. disse uma vez, em uma entrevista para Goulart de Andrade, que "a nossa televisão não tem memória". Isso não foi um desabafo de um colega esquecido pela mídia que ajudou a criar, o que não era o caso dele. Blota se referia aos incêndios, um capítulo triste da história da TV brasileira.

De acordo com o maior Mestre de Cerimônias que a nossa telinha já teve, a TV Record foi uma das que mais sofreu com o fogo. O primeiro foi ainda nos anos 1960. A sede da emissora ficava na Av. Moreira Guimarães, próxima ao aeroporto de congonhas, na zona sul da capital paulista. Imediatamente Paulo Machado de Carvalho, primeiro dono do canal 7, ordenou que toda a programação fosse transmitida diretamente do Teatro Record, na Consolação. As poltronas foram retiradas e todo o espaço se transformou no grande estúdio da estação. No final da mesma década, este teatro se incendiara, e a Record encontrou abrigo no Teatro Paramout (atual Teatro Abril). Mas este também pegou fogo, o que provocou nova mudança, agora para um teatro na Rua Augusta. E a cada novo incêndio, novo prejuízo. Foram ao todo sete grandes destruições causadas pelas chamas.

Ouça os depoimentos de Nilton Travesso e Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, diretores da Record na década de 1960, relatando sobre dois incêndios que a emissora sofreu.

Em 1998 um curto circuito na iluminação de chão do "Jornal da Record", apresentado por Boris Casoy, foi rapidamente debelado e não causou nenhum dano.

A TV Globo também sofreu dois grandes incêndios. O primeiro, em sua sede paulistana em 1969, centralizou suas transmissões no Rio de Janeiro. O segundo, em 1976, descentralizou temporariamente a cabeça de rede. São Paulo voltou a gerar programação devido a um curto circuito no sistema de ar condicionado na sede do Jardim Botânico. O mais recente foi em 2001, no estúdio F do Projac em Jacarepaguá. Xuxa Menghel estava encerrando a gravação de seu "Xuxa Park" quando a nave cenográfica pegou fogo. Duas crianças e um segurança da apresentadora foram hospitalizados.

Um dos casos mais chocantes e emblemáticos foi o da TV Bandeirantes. Dois anos após a sua inauguração, um incêndio destruiu totalmente o prédio construído para abrigar o cana 13, a primeira construção própria para televisão em São Paulo. João Saad, proprietário, foi alertado por uma cigana, antes do desastre. A Band passou a transmitir do recém-inaugurado Teatro Bandeirantes, na Av. Brigadeiro Luís Antônio. Este auditório ficou famoso pelos programas de Chacrinha e Bolinha. Com o seguro, Saad comprou equipamentos em cores e reconstruiu sua estação.

A TV Cultura também teve suas instalações consumidas pelas chamas em 1986. O canal 2 paulistano permaneceu apenas 3 horas fora do ar e retornou graças a ajuda de outras emissoras, que cederam caminhões de link.

O SBT nunca sofreu com incêndios, mas suas antigas sedes, na Vila Guilherme (TV Excelsior) e no Sumaré (TV Tupi) já foram atingidas anteriormente. Mas o canal de Silvio Santos teve perdas irreparáveis com as enchentes, que levavam milhões em equipamentos, mobiliário, fitas do acervo da emissora e do dono do Baú, dos tempos em que comprava horário na Globo e na Tupi.

Na sequência, vejam alguns registros desses momentos difíceis da história da nossa TV, e um "Globo Repórter Especial", com tudo sobre o incêndio de 1976.

Agradecimentos: www.tudosobretv.com.br e www.jovempan.com.br


Rescaldo dos bombeiros após incêndio na TV Cultura - 1986


Fogo no cenário do Jornal da Record -1998


Chamas destroem cenário de Xuxa Park na Globo - 2001


Globo Repórter Especial - 1976

sábado, 27 de agosto de 2011

AGORA SIM, VOCÊ VAI VER 30 ANOS DE ATRAÇÕES

No dia 24 de agosto, o muBA (Museu Brasileiro de Belas Artes) lançou a exposição SBT 30 anos. A mostra reúne fotos, cenários e objetos originais de vários programas que fizeram a história da emissora.

Personalidades estiveram presentes no lançamento, como Moacyr Franco, Karyn Bravo e Mara Maravilha. A exposição é dividida em 7 ambientes: Dramaturgia, Jornalismo, Programas de auditório, Shows, Humor e Realities, Infantis e Institucional - que apresentam a trajetória da rede fundada em 1981.

As famosas fotos dos astros e estrelas em tamanho real, presentes no Hall da Fama do Complexo Anhanguera, podem ser vistas lá. E não são apenas os atuais contratados do canal de Silvio Santos que são encontrados. Grandes nomes da história do SBT, como Gugu Liberato e Hebe Camargo não foram esquecidos.

O visitante pode conhecer os microfones usados pelo jornalismo, posar ao lado da cobiçada maleta do "Show do Milhão", rodar o pião do "Festival da Casa Própria", sentar no sofá da apresentadora mais gracinha da TV, ou no banco da Praça mais famosa do Brasil, tentar a sorte na roleta do "Bom Dia & Cia", tirar foto na bancada do "Aqui Agora", e conhecer muitos outros objetos cenográficos e equipamentos, como uma das primeiras câmeras com que Silvio Santos iniciou sua carreira na televisão. Além disso são mostrados vídeos do arquivo, utilizados no "Festival SBT 30 anos", e cenários como da novela "Éramos Seis" e o barril do "Chaves".

Em entrevista ao "Jornal do SBT-Manhã", o curador da mostra, Levy Fioriti, declarou que buscou ser fiel nos detalhes dos programas representados. "A gente quis fazer uma exposição que fosse interativa e com objetos originais dos programas para deixar o mais real possível", afirmou Levy, estudioso da carreira do dono do SBT e da emissora há mais de dez anos, além de autor da "Página do Silvio Santos" (www.paginadosilviosantos.com).

Para quem pode ir, o Museu Brasileiro de Belas Artes fica na Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 - Vila Mariana - São Paulo - SP(perto da estação Vila Mariana do metrô), e a mostra está aberta de segunda à sexta das 9h às 21h, sábados das 9h às 16h e fechado aos domingos e feriados, até o dia 24/10. Entrada gratuita.

Para quem não pode, pois mora fora da capital paulista, o "Loucura por TeVer" traz para você fotos exclusivas, para se divertir viajando pelos 30 anos do Sistema Brasileiro de Televisão!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Há 30 anos Quem Procura a TV mais feliz do Brasil, Acha Aqui!


Como explicar 30 anos de carinho? Exatamente neste dia 19 de agosto, em 1981, entrava no ar a TVS canal 4 de São Paulo. Esta é a data oficial do nascimento da rede, ou melhor, do Sistema Brasileiro de Televisão (que já teve a TV Record como integrante). Antes disso, existia a TVS-Rio canal 11, inaugurada em 14 de maio de 1976. O significado de sua sigla era TV Studios, mas o povo carioca, conterrâneo de seu proprietário, a chamava de TV Silvio Santos. Essa pequena emissora, cujo primeiro prédio no bairro de São Cristóvão ficava ao lado de um matadouro, surgiu de uma outra empresa: a Studios Silvio Santos Cinema e Televisão Ltda. Esta firma era responsável pela mais bem sucedida produção independente do país: o "Programa Silvio Santos".

O SBT nasceu no povo. Seus primeiros estúdios ficavam na zona norte paulistana, na famosa Vila Guilherme (a antiga sede da TV Excelsior, o maior complexo de televisão do Brasil por quase 30 anos) e na Avenida Gal. Ataliba Leonel, o Teatro Silvio Santos.

Mas estar no meio do povo não é o suficiente para garantir o sucesso. É necessário conhecê-lo e trazê-lo para a telinha. Reconhecer nas crianças um público futuro, e agradá-las com até 8 horas do palhaço Bozo. Descobrir numa baianinha maravilha um talento incrível para amar as crianças. Revelar talentos desse universo de magia como Mariane, Simony, Jacky, Yudi, Priscila. Apostar na "banana nanica" de um grupo musical, e ver despontar uma Eliana e sua fórmula educativa e divertida. Abrir espaço para novos talentos como os palhaços Patati e Patatá e o prodígio Maísa Silva,

Mas as crianças crescem... e querem liberdade. O SBT ofereceu essa liberdade com conteúdo inteligente e muita música no "Programa Livre". Nessa fase começamos a descobrir que a vida não é tão cor de rosa assim, e nos identificamos com as novelas. Um bom brasileiro curtiu ao menos uma, e essa emissora investiu sempre em histórias que falavam ao coração do público. Fossem as mexicanas "Carrossel", "Maria Mercedes", "Marimar", "Maria do Bairro", "Os Ricos Também Choram", "Rebelde", ou as nacionais "Éramos Seis", "Sangue do meu Sangue", "As Pupilas do Senhor Reitor", "Uma Rosa com Amor", "Pérola Negra", as histórias contadas pelo canal sempre emocionaram, divertiam e agradavam o povo.

Porém só isso não basta! Tem que ter informação. Engana-se quem pensa que o SBT não gosta de jornalismo. O primeiro evento a ser transmitido ao vivo foi a cobertura da cerimônia de outorga da concessão da emissora, em Brasília. Lá estava, por exemplo, a repórter Madalena Bonfiglioli, que ficaria marcada por outro grande sucesso, 10 anos depois: o telejornal "Aqui Agora", que revolucionou jeito de se fazer jornalismo popular, e é referência até hoje. Outra inovação foi o âncora, o jornalista que edita, comenta e apresenta o jornal. Boris Casoy estreou em TV com o "TJ Brasil". O Jornalismo do canal hoje é reforçado com nomes como Carlos Nascimento, Hermano Henning, Roberto Cabrini, Rodolfo Gamberini, Joseval Peixoto, Raquel Sherazade, César filho, Cinthia Benini, Analice Nicolau, Karin Bravo, Joyce Ribeiro e um time de competentes profissionais da informação.

Não podemos esquecer do humor, sem isso não há TV que possa dar certo. E está muito bem representado pelo humorístico "A Praça é Nossa", de Carlos Alberto de Nóbrega que completa no ano que vem 25 anos. Também teve a "Feira do Riso", "Reapertura", "Alegria", "Veja o Gordo", "Ô... Coitado" e muitos mais.

Mas também tem que ter esporte, o povo gosta! Se hoje a Copa do Brasil tem esse destaque, isso se deve ao SBT, que também transmitiu Copas do Mundo, Olimpíadas, Fórmula Indy, Campeonato Paulista e outros. Sem contar as espinhadinhas da pioneira "Casa dos Artistas" e tantos outros shows de realidade como "Ídolos", "Popstar", "Ilha da Sedução", "O Grande Perdedor", "Esquadrão da Moda", "Esquadrão do Amor"...

Contudo, ainda falta algo para essa receita ser sucesso... Talvez a maior característica desses 30 anos se resuma a uma palavra: auditório. Foram vários nomes de sucesso que passaram e foram revelados: Gugu Liberato, Hebe Camargo, Raul Gil, Ratinho, Celso Portiolli, Jô Soares, Adriane Galisteu, Christina Rocha, Lígia Mendes, Beto Marden, André Vasco, Flávio Cavalcanti, Airton e Lolita Rodrigues, Angélica, Babi, Silvia Popovic, Regina Volpato. Esses e muitos outros, que estão ou não estão no SBT, têm um mestre na condução de programas de auditório.

O grande feito de Silvio Santos foi, com sua televisão e seus programas, construir o maior auditório do país. Cada poltrona diante da TV se tornou uma cadeira da platéia reunida pelo ex-camelô. Todos os brasileiros têm ao menos uma boa lembrança, vivida por estar sentado nesta cadeira particular, um lugar VIP, criado sob medida.

Talvez a receita do sucesso seja essa. Uma emissora contruída por alguém do povo, mas que não esqueceu dele. Que aprendeu nas ruas a falar a linguagem popular, saber o que ele gosta e, acima de tudo: ganhar o coração e o carinho da população. O SBT nasceu no povo e hoje ele é do povo.

Parabéns a todos os funcionários e colaboradores pelos 30 anos de sucesso.