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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A REDENÇÃO DA EXCELSIOR

Fernando (Francisco Cuoco) e Ângela (Miriam
Mehler): final feliz
Num  dia 2 de maio, de 1968, chegava ao fim um grande sucesso da teledramaturgia brasileira, e um recorde para a história da nossa TV. A novela "Redenção" foi planejada para ter apenas cem capítulos, mas a trama de Raimundo Lopes, com direção de Waldemar de Moraes e Reynaldo Boury, caiu nas graças do público telespectador da TV Excelsior.

A novela tinha como personagem principal o médico Fernando Silveira (Francisco Cuoco). Ele chegava ao município de Redenção, e a pose de galã arrebatou três corações de uma vez só: Lola (Márcia Real), Marisa (Lourdes Rocha) que era a filha má do prefeito Juvenal (Rodolfo Meyer), e Ângela (Miriam Mehler), a filha do sapateiro Carlo (Vicente Leporace).

Um mistério rondava o médico recém chegado a cidade: o que queria o jovem doutor naquele lugar? Esse segredo foi mantido durante todo o folhetim. Fernando havia ido embora de lá muito pequeno, após o assassinato de seu pai. Formou-se em medicina e retornou a localidade com o objetivo de descobrir quem havia matado o pai. Silveira conseguiu desvendar o crime: o alcoólatra Mário (Newton Prado) foi o assassino.

Pioneirismo médico

"Redenção" também foi responsável por avanços da medicina ainda inéditos no Brasil da época. Durante a história, a carismática fofoqueira Dona Maroca (Maria Aparecida Baxter) morreu, e o público reclamou. A personagem dava graça à novela, com suas intrigas e fuxicos. O autor Raimundo Lopes resolver repetir na ficção o feito do renomado doutor Christiaan Barnard, através do médico protagonista. Barnard foi o responsável, em 1967, pelo primeiro transplante de coração do mundo. Aqui no Brasil, mesmo que na ficção, doutor Fernando foi o primeiro a realizar
tal cirurgia, e a primeira paciente foi Dona Maroca, que voltou à vida de fofocas em Redenção. Na vida real, o doutor Euryclides de Jesus Zerbini foi pioneiro nos transplantes cardíacos em nosso país, em 25 de maio de 1968, meses depois da novela.

Maroca (Maria Aparecida Baxter):
primeira transplantada na ficção
A produção também é responsável pela primeira cidade cenográfica da televisão brasileira. Era composta por três ruas, algumas casas, prefeitura, praça com um obelisco, igreja, delegacia, mercearia, um pequeno hotel e um boteco. A área total era de nove mil metros quadrados, e ficava localizada atrás dos estúdios de cinema da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo-SP.

O sucesso desta novela da TV Excelsior foi tamanho que , até hoje, nenhum outro folhetim atingiu o mesmo número de capítulos. São 596 no total. A estreia aconteceu em 16 de maio de 1966. Você pode pensar: "Ah, mas já tiveram novelas que duraram mais tempo, como "Chiquititas" no SBT, e a "Malhação", que está há 18 anos no ar!!!" Sim, mas essas produções tiveram seus elencos e histórias renovadas a cada temporada, e "Redenção" segue o estilo clássico de novela. O elenco principal foi mantido do começo ao fim.

Curiosidades:

Extensão da Estrada de Ferro Sorocaba custou ao município 100 milhões de cruzeiros
  • A prefeitura do município de São Bernardo pagou a construção de uma extensão da Estrada de Ferro Sorocaba até a cidade cenográfica da novela. A intenção era fazer do local um ponto turístico, após o fim das gravações. E assim foi. Hoje, no local, existem a Cidade da Criança e a Cidade da TV;
  • Uma vila de casas construídas próximas da cidade cenográfica ganhou o nome da novela: Vila Redenção.
Vamos rever algumas imagens da mais longa novela brasileira. Ah, e sabe com quem ficou o médico, no final da história? Fernando casou-se com Ângela. Também vale a pena conhecer um pouco mais da trajetória da nossa telinha na Cidade da TV. Saiba mais em http://www.museudatv.com.br/cidadedatv/site/. Agradecimentos: Arquivos1000 e Museu da TV.



sábado, 1 de dezembro de 2012

UM NAMORO ANTIGO...

Casal Mauro e Silvia que se conheceram no dominical
Quem vê Rodrigo Faro apresentando o quadro "Vai dar Namoro" talvez nem saiba que essa fórmula é uma das mais antigas na TV. O quadro, conhecido popularmente por "Dança Gatinho", tem sua inspiração numa atração de Silvio Santos, que completa 45 anos em 2012: o "Namoro na TV".

Ainda na TV Paulista, em 1967, o dono do Baú promovia encontros de solteiros e solteiras a fim de conseguir sair do palco da atração com um namorado ou namorada. Com o passar dos anos, Silvio se tornou quase um especialista em programas de relacionamentos, como "Casais na Berlinda" e "Vestibular do Amor".

Após esta estreia, o animador resolveu trazer de volta o programa, com uma roupagem americana, em 1979. O gringo "The Dating Game Show" (O Jogo dos Encontros) foi adaptado para as telinhas brasucas quando o dominical era transmitido pelas TVs Record e TVS, além da Rede Tupi. A mecânica era a seguinte: cinco belas moças solteiras escolhiam entre os inscritos, aquele solteiro que achassem ser "o par ideal". Cada um dos candidatos se apresentava no palco, e era sabatinado por Silvio e as meninas, que decidiam quem ficava ou se dispensavam o rapaz.

Esta fase do "Namoro" permaneceu no ar até 1987, já no SBT. Mas nem por isso Silvio Santos deixou de comandar programas sentimentais, e ainda criou o "Quer Namorar Comigo", "Em Nome do Amor" e "Casamento à Moda Antiga".

Paquera charmosa

As pretendentes escolhiam os nervosos solteiros no palco
Em 2006, quase vinte anos após a sua última edição, "Namoro na TV" volta ao ar reformulado, sob o comando de Celso Portiolli. O retorno aconteceu de maneira inusitada. Celso substituiu Adriane Galisteu no comando do vespertino "Charme", que sofreu algumas modificações. Uma delas foi a inclusão de um quadro de... namoros!

Deu certo. Adriane foi para as madrugadas e Portiolli assumiu o horário com "Namoro na TV e etc", que passou a ter outras brincadeiras com prêmios. O objetivo final do quadro, nesta época, era um beijão do casal finalista, que faturava 1000 reais. Durou apenas um ano. Em 2007 o programa passou para os sábados, com o nome de "Curtindo com Crianças".

Curiosidades: Michael Jackson e Arnold Schwarzenegger participaram do "The Dating Game Show", nos anos 1970. O rei do pop, ainda nos Jacksons Five, estava entrando na adolescência, enquanto o ator fortão estava começando sua carreira no cinema. O quadro de Silvio Santos participou de um capítulo da novela "Carmem", exibida pela concorrente Rede Manchete, em 1987. Pelo menos um casal voltou ao "Programa Silvio Santos", para celebrar o aniversário da união que soma mais de 20 anos. Mauro e Silvia se conheceram por causa do "Namoro na TV". Confira este e outros momentos deste clássico da TV brasileira. Agradecimentos: levyfioriti, osvaldoop1962, guily2006, veenicius, pontesmauro2007, michaeljacksonmyhero, octopusmagnificens e paginadosilviosantos.com.














sábado, 20 de outubro de 2012

O FESTIVAL DOS FESTIVAIS DO BRASIL

Marília Medalha, Edu Lobo e Quarteto Novo na final do Festival
Se para a arte moderna brasileira, o ano de 1922 representa um divisor de águas, 1967 foi um marco para a música nacional. Em 2012, o III Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Record, completa 45 anos.

Vamos entender um pouco da história deste programa. Solano Ribeiro foi o grande organizador do gênero, que estreou dois anos antes na TV Excelsior, com excelentes resultados. A Record havia encontrado nos programas de auditório um caminho de sucesso e uma solução para sua falta de estrutura, já que seus estúdios tinham sido destruidos por incêndios, sobrando apenas o teatro. Paulinho Machado de Carvalho, diretor da emissora, criou uma faixa de programas musicais, que deu muito certo. Mas para completá-la, tirou Solano da Excelsior, onde revelou Elis Regina com "Arrastão" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), e passou a promover festivais.

O canal 7 paulistano crescia em audiência dia a dia, sendo a líder entre as emissoras de São Paulo (naquela época ainda não existia rede). As quatro edições realizadas lá são lembradas até hoje como as mais importantes da história. Porém em 1967, graças ao contexto político nacional, os rumos da MPB foram definidos nos palcos da Record. Grandes nomes foram revelados ali: Gilberto Gil, Caetano Veloso, o quarteto MPB4, Rita Lee e Os Mutantes. Outros se firmaram como talentos inquestionáveis como Elis, Chico Buarque e Edu Lobo.

O surgimento de "Monstros Sagrados"

O Tropicalismo nasceu naquele festival, Roberto Carlos cantou um samba (talvez o único até hoje), a polêmica guitarra elétrica arrepiou o júri, e Sérgio Ricardo quebrou um violão e jogou no auditório, que vaiva sua música "Beto bom de bola". Algumas das canções desta competição são lembradas e cantadas até hoje. Curiosidades: a ordem dos festivais aconteceu independente da emissora. O primiero foi na Excelsior, mas do segundo ao quinto, com o título de Festival de Música Popular Brasileira, aconteceram na Record. Um dos jurados desta edição foi o humorista Chico Anysio.

A classificação ficou da seguinte forma:
  1. Ponteio (Edu Lobo/Capinam) - Intérpretes: Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo
  2. Domingo no Parque (Gilberto Gil) - Intérpretes: Gilberto Gil e Os Mutantes
  3. Roda Viva (Chico Buarque) - Intérpretes: Chico Buarque e MPB4
  4. Alegria, Alegria (Caetano Veloso) - Intérpretes: Caetano Veloso e os Beat Boys
  5. Maria, Carnaval e Cinzas (Luiz Carlos Paraná) - Intérprete: Roberto Carlos
  6. Gabriela (Francisco Maranhão) - Intérprete: MPB4
Elis Regina foi escolhida a melhor intérprete, defendendo a canção "O Cantador", de Dori Caymmi e Nelson Mota. Ah, a apresentação primorosa do festival ficou por conta dos inesquecíveis Blota Júnior e Sônia Ribeiro. É engraçado ver  Blota perguntando para alguém na plateia se o violão jogado por Sérgio o havia machucado. Esse "lançamento instrumental" e toda a competição, de acordo com o livro comemorativo dos 45 anos da Record, rendeu uma audiência de 95% dos televisores, um marco até hoje imbatível.

Uma noite inesquecível

Caetano Veloso, intéprete e autor de "Alegria, Alegria"
Um registro marcante, não apenas para a nossa telinha, mas para a história da nossa música, e até mesmo da trajetória nacional. O povo encontrou uma forma de contestar todo sistema que estava instalado, e reprimindo cada vez mais, através de canções e do talento genuinamente brasileiro.

Vale a pena conferir o documentário sobre este festival, realizado por Renato Terra e Ricardo Calil: "Uma Noite em 67", de 2010. No filme, há depoimentos dos cantores que estiveram naquela noite, de Solano Ribeiro, Paulinho Machado de Carvalho, diretor geral da Record na época, além de relatos sobre os bastidores do programa e outros fatos como a passeata contra as guitarras elétricas.

Vamos rever as vencedoras do III Festival de Música Popular Brasileira, além de "O Cantador" e "Beto bom de bola". Se bem que quem saiu ganhando, na verdade, foi o público!

Agradecimentos: Arquivos1000, ponzaum, Glauco Malagoli, lumathias, Renato Boemer, aoseudisporr, TheM209 e Abril


 "O Ponteio"


 "Domingo no Parque"


 "Roda Viva"


 "Alegria, Alegria"


 "Maria, Carnaval e Cinzas"


 "Gabriela"


"O Cantador"


 A clássica cena de Sérgio Ricardo

domingo, 25 de abril de 2010

Esses loucos da TV...


Este homem foi um magnata da televisão. Nascido em 1904, viu seu pai, Irineu Marinho, inaugurar o jornal O Globo quando tinha apenas 20 anos de idade. Depois de 21 dias de lançado, o jornal perde seu fundador. Roberto Marinho, o mais velho dos cinco filhos de Irineu, foi pressionado a assumir imediatamente a empresa. Ele não foi louco, e quis primeiro aprender como se faz jornalismo, e fez de O Globo o mais importante jornal do país.

Marinho era visionário, e resolveu ampliar a rede de comunicações, inaugurando a Rádio Globo, em 1944. Em 1965 lança a TV Globo, canal 4 do Rio de Janeiro. É aí que começa um império de mídia que, no dia 26 de abril completa 45 anos. As Organizações Globo só cresceram desde então. O poder de Roberto Marinho também se tornou gigante. Certa vez, Tancredo Neves disse que enfrentaria qualquer pessoa neste país, menos o dono da Globo!

A parte política da trajetória do fundador da TV Globo, apesar de inseparável, não é o foco principal deste artigo. Três aspectos são importantes para se compreender como Roberto Marinho conquistou seu conglomerado, e principalmente como a Rede Globo nasceu e se tornou a líder na preferência do público.

Quando a Globo nasceu, o único que poderia rivalizar com seu proprietário era outro magnata das comunicações, Assis Chateubriand, dono dos Diários e Emissoras Associadas. O poder de influência de Chatô era grandioso. Tanto que ele impediu, num primeiro momento, que o governo desse uma emissora de TV para o dono da Rádio Nacional, Victor Costa, no Rio de Janeiro. A Nacional era líder de audiência, com seus programas de auditório, e o dono da TV Tupi sabia que o elenco famoso da rádio concorrente jogaria seu canal na lama. Tudo isso aconteceu antes de 1958, quando Chateubriand foi acometido por uma trombose, que o deixou paralítico por dez anos, até sua morte. Suas empresas ficaram nas mãos de funcionários de sua confiança que não se entediam muito bem na hora de administrar os negócios. Como diz o ditado, "rei morto, rei posto". Com o declínio da Tupi, surgiu espaço para aparecer uma nova líder. Ganhou a mais rápida, a Globo.

Outro fator importante foi a profissionalização da TV Globo. Todas as outras emissoras eram comandadas por famílias, dentro e fora da telinha. O jornalista confiou a direção da TV para Walter Clark, o arquiteto da hegemonia global, e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, pai do diretor Boninho. A idéia de televisão em rede, que não existia no Brasil, já estava na cabeça de Marinho, que soube transmitir para quem tinha (e tem até hoje, no caso de Boni) talento e capacidade para executá-la da melhor forma possível. O resultado é o que se vê hoje no ar.

Mas o ítem principal, que é uma loucura, foi a determinação do jornalista. A TV foi inaugurada quando Marinho tinha 60 anos de idade. Quem se aventura a empreender um negócio novo, muito moderno para época, que desconhecia seu funcionamento, em plena terceira idade? Ele se aventurou, e se tornou proprietário da 4º maior emissora de televisão do mundo, uma referência no assunto.

Roberto Marinho faleceu em 2003, aos 98 anos. Figura polêmica, especialmente nas discussões sobre o poder da mídia na sociedade e na história brasileira, imprimiu uma importante marca na trajetória da TV. Só foi o dono da Globo, e isso basta. Mas também demonstrou que é possível empreender independente da idade. Mais do que um louco por TV, Roberto Marinho era louco pela comunicação e tudo o que a envolve.

Através de seu fundador, o Loucura comemora os 45 anos da Rede Globo de Televisão. Parabéns Plim Plim!!! Agradecimentos: TV Globo.

domingo, 18 de abril de 2010

45 ANOS DE FINAIS FELIZES


Galera, em comemoração aos 45 anos da Globo, foi lançado o Guia Ilustrado de Novelas e Minisséries. Incrível!!! São 252 novelas, de Ilusões Perdidas a Tempos Modernos, 66 minisséries, de Lampião e Maria Bonita a Dalva e Herivelto, uma Canção de Amor, todas ilustradas com mais de 600 fotos. O guia tem curiosidades dos bastidores e histórias da TV. Além disso, pra quem não conhece, o guia começa com todo o caminho que a novela faz até a estréia, do texto a campanha de lançamento. E uma pequena amostra da fábrica de sonhos, a CGP (Central Globo de Produção) conhecida como Projac!

Quem tem loucura por TV não pode deixar de ter este guia na prateleira de casa. Indico também para estudantes de comunicação social, especialmente os alunos de Rádio e TV. A linguagem é simples, gostosa de ler, super fácil para compreender. Ter acesso às sinopses de todas as produções da Rede Globo, referência mundial em teledramaturgia de qualidade, é importante para compreender a evolução da linguagem deste gênero, da televisão, e da sociedade brasileira nos últimos 45 anos.

Guia Ilustrado TV Globo - Novelas e Minisséries, Jorge Zahar Editor.

AS COINCIDÊNCIAS E A TV GLOBO


Na última semana temos acompanhado com tristeza a tragédia que vive o Rio de Janeiro. Até o dia desta postagem, são aproximadamente 250 mortos. A TV Globo, através do projeto Ação Global, apoia o Sesi/Senai na campanha de arrecadação de donativos às vítimas das enchentes. De acordo com o site G1, material de limpeza, higiene pessoal, água potável e alimentos não perecíveis podem ser entregues nos postos de coleta nas unidades do Sesi/Senai em todo o estado do Rio até 7 de maio.

Mas a participação da emissora nesta iniciativa não é o motivo principal para estar aqui no Loucura. Especialmente porque essa fatalidade tem ligação direta com a história da TV dos Marinho, que completa 45 anos em 26 de abril.

Quando foi inaugurada, a TV Globo concorria na cidade maravilhosa com as TVs Tupi, Rio e Excelsior. O canal 4 carioca amargava o 4º lugar. Em 1966, um temporal semelhante atingiu o Rio de Janeiro. Foram cinco dias de chuva, mais de 100 mortos e 20 mil desabrigados. O diretor-geral da época, Walter Clark, para fazer a cobertura da tragédia, decidiu posicionar duas câmeras, que mostravam uma queda d'água próxima da sede da Globo, no Jardim Botânico. O locutor Hilton Gomes, aquele que estreou com Cid Moreira o Jornal Nacional em 1969, comentava as últimas informações sobre a enchente. Essas imagens, captadas em filme, podem ser vistas no site Memória Globo.

A Globo transformou seus estúdios em posto de arrecadação de remédios, mantimentos e cobertores. Eram toneladas que se acumulavam na emissora. Com isso, a TV Globo conquistou a admiração do carioca, e se tornou mais conhecida na cidade. A partir daí, e com todo o trabalho desenvolvido através de sua programação, o canal de Roberto Marinho rapidamente alcançou a liderança de audiência na cidade, que até hoje permanece com a Globo.

É uma triste coincidência, verdade. Mas é um fato importante da história dos 45 anos de sucesso da Rede Globo. Uma loucura nacional. Agradecimentos: TV Globo.