sábado, 26 de junho de 2010

O REI DO POP... E DA TV TAMBÉM!


Nesta semana, completou-se uma semana da morte de Michael Jackson. Ou melhor, em 25 de junho de 2009 Jackson saiu da vida para entrar na história e virar mito.

Você pode estar se perguntando: "Mas por que ele vai falar de Michael Jackson, se o Loucura fala de televisão?" Ora, o elemento mais novo dos Jackson Five projetou sua carreira dentro da telinha!

Em 1980, nos Estados Unidos, a MTV engatinhava e nenhum negro havia se apresentado na emissora até então. Neste ano o disco Off the Wall bombava nas paradas americanas. O canal se rendeu ao sucesso de Michael e os clipes das músicas Don´t Stop Till You Get Enough e Rock With You elevaram a estrela do cantor, e a audiência da MTV! Desde então, a emissora se tornou muito popular e expandiu sua rede para fora da terra do Tio Sam, chegando inclusive no Brasil em 1990.

Os clipes do Rei do Pop sempre estrearam por aqui através do Fantástico, na Globo. Um verdadeiro evento que reunia toda a galera na frente da TV para ver qual seria a nova surpresa, a nova coreografia, a nova plástica! Em particular me lembro de dois lançamentos no Show da Vida: Bad em 1987, e Black or White em 1991.

Michael Jackson também fez da TV sua praça para defender-se das acusasões de abuso sexual contra menores. Na primeira, em 1993, ele gravou um vídeo em que só faltou jurar que nunca tocou numa criança de modo atrevido. Em 2005, quando voltaram a indiciá-lo, a TV fez plantão na porta do tribunal e a programação tinha a "hora do juri", com as últimas do julgamento, do qual o cantor saiu inocente.

É injusto falar da relação de Michael e a TV sem citar os Jacksons Five. No ano passado, foi encontrada nos arquivos da extinta TV Tupi, a única apresentação do grupo feita em telinhas brasucas. Fazia parte da turnê, em qualquer país, uma apresentação em televisão. Pena que só exista um fragmento de pouquíssimo tempo. No vídeo Michael aparece já adolescente, e suando pra caramba, não sei se era pela falta de ar condicionado da Tupi realmente, ou medo do pai, Joe Jackson, que acompanhava a apresentação nos bastidores! A reportagem foi ao ar também no Fantástico, no ano da morte do Rei do Pop.


Reportagem do Fantástico: a única apresentação de Michael na Tv Brasileira

Em certa ocasião, Michael Jackson declarou que queria ser diretor de cinema, já que tudo em seus clipes era criado por ele. Pode até ser, mas a verdadeira mola propulsora da sua impressionante carreira de sucesso habita na maioria dos lares mundiais e atende pelo nome de televisão. Agradecimentos: TV Globo.

domingo, 13 de junho de 2010

COPIAR NÃO É O MELHOR REMÉDIO












"Na TV nada se cria, tudo se copia!"

Não foi à toa que chamaram Chacrinha de Papa da Comunicação. Além de grande comunicador era um gênio insubstituível. Mais um louco dessa caixinha!

Mas iniciei esse post com a célebre frase por causa do atual momento do humor na TV. Tá certo, precisava de uma renovação que não acontecia desde a saudosa TV Pirata, na TV Globo em 1988. A Praça é Nossa (SBT) e Zorra Total (Globo) representam o humor clássico, vindo do rádio e que sobrevive muito bem, com mais de 50 anos de estrada. A renovação veio do teatro, de um gênero de comédia chamado Stand-up comedy, que consiste em um banquinho e um microfone, além de muitas situações engraçadas. Também aconteceu com as piadas "sem noção", o besteirol absolutamente assumido e descompromissado, também vindo do rádio.

O Pânico na TV e o CQC, respectivamente RedeTV! e Band, trouxeram esse modelos para a telinha e agora os formatos pipocam pelos canais. Essa máquina de fazer doidos às vezes tem esse problema de mais do mesmo. Se uma fórmula dá certo, vamos copiar. Disfarçadamente e/ou discaradamente! Quem perde é o telespectador, que percebe a falta de criatividade dos produtores de televisão.

Quem tem um pouco mais de idade deve se lembrar que, nos anos 90, quando o Aqui Agora (SBT) estreou, surgiram vários programas iguais. O Xou da Xuxa foi um fenômeno da emissora dos marinho, nos anos 80, e varias outras meninas beberam dessa fonte doce doce. Esses são só alguns exemplos, que todos se lembram.

Para fazer graça é preciso ter inteligência e ser inventivo. Vamos ver quanto tempo dura essa novo momento "criativo" da nossa TV.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Esses loucos da TV...


Você colocaria um feirante, engraxate e balconista para apresentar um programa de auditório? A extina TV Excelsior topou a loucura, e lançou Edson Cury. Talvez pelo seu nome de batismo não seja muito lembrado, mas se falarmos em Bolinha, muitos vão se lembrar do programa que fez muito sucesso nos anos 80 e 90 nas tardes da TV Bandeirantes.

Bolinha entrou na TV na área dos esportes, responsável pela seleção dos melhores lances esportivos do programa Últimas Notícias. Em 1967, Chacrinha se desentendeu com os diretores da Excelsior e saiu. Edson então foi convidado a ocupar seu lugar. Estreava então a Hora do Bolinha, que ficou no ar até 1970, já na TV Record. Ainda na década de 70, Edson Cury foi para a Band, onde ficou quase 20 anos com o Clube do Bolinha, nas tardes de sábado.

O programa misturava calouros, com os quais já trabalhava desde seus tempos de rádio, com atrações musicais. Um dos quadros mais famosos era o Eles e Elas, em que transformistas se apresentavam. Outra característica do programa eram as boletes, as dançarinas que acompanhavam o animador na TV e nas caravanas. A mais famosa sem dúvida era Zulu, a bolete que não ria nem por decreto! No cenário havia uma bolete misteriosa, que dançava atrás de um biombo, aparecendo apenas sua sombra. Como substituto de Chacrinha, Bolinha manteve o tom tropicalista, mas não fantasiado, e sim nas camisas que usava, sempre estampadas.

Clube do Bolinha ocupava seis horas das tardes de sábado da Band, e saiu do ar em 1994, quando o animador foi tratar um câncer no aparelho digestivo, que o levou do nosso convívio em 1998. Seus bordões são inesquecíveis como "um Brasil de audiência" e "a imagem musical do Brasil está no Bolinha". Curiosidade: o tema de abertura do programa foi criado por outro animador, o colega Raul Gil.

Confira a abertura e início do Clube do Bolinha. Parece com um encerramento porque sobem os créditos, mas é o início mesmo! Vai entender!!!

Bolinha, Bolinha, está na hora de você entrar... no Loucura!

AMARELINHO, O MASCOTE DO SBT


Clima de Copa do Mundo no ar! O Munidal da África do Sul será transmitido no Brasil pela TV Globo e TV Bandeirantes. Mas na década de 90, o SBT também transmitia os jogos. Em 1990(Itália), 1994(EUA) e 1998(França), a tela da emissora de Silvio Santos tinha um simpático mascotinho, o Amarelinho.

Seu desenho era simples: uma bola amarela, com braços e pernas e um boné amarelo e azul. A animação também deu o ar da graça nas transmissões olímpicas do SBT em 1992(Barcelona, Espanha) e 1996(Atlanta, EUA). O torcedor patriota aparecia sempre em alguma vitória brasileira, ou um gol da seleção canarinho. Amarelinho cativou especialmente o público infantil. Quem era criança nesta época se recorda com carinho dele.

Não existem muitas coisas dele no Youtube, mas os quatro vídeos que achei ilustram bem a atuação do Amarelinho no SBT. Com o fim do esporte na emissora, o mascote também ficou desempregado, pobrezinho. Mas não caiu no esquecimento de quem torceu pelo Brasil junto com ele.

Êêêêê, lê lê ô, lê lê ô, lê lê ô, lê lê ô... Brasil!!!

Agradecimentos: agconline e arquivosbt.


Primeiro Clip do Amarelinho para a Copa de 1990


Copa do Mundo - 1994 - Jingle do SBT


Brasão SBT Copa 98


Clipe Olimpíadas 1992 - SBT

sábado, 22 de maio de 2010

JÔ SOARES 11:30

Gugu Liberato sendo entrevistado no "Jô Soares 11:30"
A única coisa que não mudou foi a inconstância no horário. O atual Programa do Jô na Globo não tem hora certa para começar como seu embrião, o Jô Soares 11:30 no SBT.

Vamos voltar a 1988, quando o humorista queria dar novos rumos para sua carreira, mas não encontrava esse espaço na emissora de Roberto Marinho. Ele comandava o bem sucedido Viva o Gordo, porém queria também um programa de entrevistas com humor, idêntico aos modelos americanos. Silvio Santos queria nomes de peso (sem nenhuma referência a forma física do Jô) para dar qualidade para sua emissora. Já tinha contratado a Hebe, o Carlos Alberto de Nóbrega e chamado o Gugu de volta. O Homem do Baú viu a grande chance de ter Jô Soares realizando seu sonho. Foi assim que em 16 de agosto de 1988 estreou o Jô Soares 11:30. O humorista também comandava o Veja o Gordo, seu último programa com personagens.

Já naquela época, Silvio mexia na grade de programação diariamente. Por isso o programa de entrevistas nunca começou às 23:30. A atração era animada pelo som do Quarteto Onze e Meia, que depois virou Quinteto Onze e Meia. Hoje é apenas o Sexteto. Mas sempre teve duas participações hilárias: Derico, o AAA (Assessor para Assuntos Aleatórios) e o Bira, com sua risada inconfundível. Todos eles eram da orquestra do SBT, que atuava em diversos programas, como o Show de Calouros.

Jô Soares 11:30 teve um papel importante na história política brasileira. Por lá passaram os primeiros candidatos à presidência, após a ditadura, os integrntes da CPI que provocou a queda do então presidente Fernando Collor e os grande nomes do poder nacional e internacional. Mas Também muitos artistas passaram pelo Talk Show. Um dos mais lembrados é o ator Carlos Villagran, o Quico do seriado Chaves. Pelo sofá do gordo também passaram nomes do esporte como Ayrton Senna e Pelé.

Após 11 anos, Jô retorna para a Globo. No dia 31 de dezembro de 1999, no último programa, os convidados foram Carlos Alberto de Nóbrega, Hebe e Gugu. Algumas das loucuras do programa: a eterna curiosidade dos convidados e do público em saber o que Jô bebia na famosa caneca, e o único dia em que a atração foi ao ar no horário, no último programa.

Boa parte do público que acompanhou esta fase prefere as pautas dessa época, pois o SBT não tinha o elenco global para rechear o programa. Exigia jogo de cintura. É muito mais facil levar entrevistados quando é na Globo, mesmo com a inconstãncia e o tardio horário (tem dia que vai ao ar às 1:45 da manhã, quase um Bom Dia Jô!). Para mim o Jô Soares 11:30 marcou época e ficará na memória dos fãs de TV feita com criatividade. Um beijo do Gordo... quero dizer, do louco!

sábado, 15 de maio de 2010

RECORDAÇÕES DE ANOS INESQUECÍVEIS


Recentemente, foi publicado um ensaio sensual de Danica McKellar. Para os desavisados de plantão, essa gata de 36 aninhos fez muito garoto sonhar com o primeiro amor, igual ao que tinha Kevin Arnold (Fred Savage) por Winnie Kooper, personagem dessa atriz no seriado Anos Incríveis.

Essa série foi transmitida pela primeira vez no Brasil, na melhor fase da TV Cultura, entre 1994 e 1995. Foi produzida nos EUA no final dos anos 80 pela rede americana ABC. Kevin e Winnie viviam na periferia, no ano de 1968, quando acontecia a guerra do Vietnã. No primeiro episódio, Arnold já disse a que veio e, unindo o útil ao agradável, rouba o primeiro beijo consolando Winnie que chorava a morte do irmão mais velho, morto na guerra. Malandrinho...

Juntos, o casal enfrentam as dificuldades e sentem as alegrias da adolescência, até o início da fase adulta. Mas a família e os amigos de Kevin também participam, e muito de Anos Incríveis. Os pais Jack e Norma Arnold (Dan Lauria e Alley Mills), os irmãos Karen e Wayne (Olivia d'Abo e Jason Hervey) e o melhor amigo Paul Pfeiffer (que hoje em dia parece um clone do Marilyn Manson, mas na verdade é Josh Saviano).

Tem algumas curiosidade da série, que talvez o grande público não saiba. Se lembram que houve uma boa parte da série em que os jovens namorados ficaram separados? A decisão foi tomada pela produção do programa, pois Fred era menor que Danica. Era preciso esperar o tempo passar para os jovens continuarem seu romance. Alias, os interpretes de Kevin e Winnie começaram um namorico durante as gravações.

Anos incríveis tem o dom de conduzir o telespectador do riso à emoção no mesmo episódio. Digo tem porque continua sendo reprisado em vários canais, abertos ou pagos. A série termina no ano de 1973, no aniversário da independência americana. É o episódio em que o casal passa a noite em um celeiro, e que muitos juram rolou a primeira vez dos dois! Acho que essa dúvida nem os protagonistas respondem com certeza.

O único problema para a série ser lançada em DVD é uma das maiores qualidades que possui: a trilha sonora. As músicas são de primeira qualidade, de Beatles a Joe Cocker (sem atribuição de valor a ninguém, seria injusto!). Mas as canções pertencem a mais de uma gravadora, o que dificulta a liberação dos direitos para o lançamento do box. Uma pena!

Todos que assistem se emocionam e se reconhecem em algum momento, com alguma situação ou personagem da história. Alguns episódios podem ser encontrados no YouTube. Hoje em dia, Fred Savage é diretor de TV, e seu mais recente trabalho foi a série Drake e Josh, exibida no Brasil pela Globo. E Danica (ah... Danica...), atuou em vários seriados com The West Wing-Nos bastidores do poder , que foi transmitida pelo SBT.

Quem encerra hoje não sou eu, e sim Kevin Arnold, com a última fala de Anos Incríveis: "Crescer é algo muito rápido. Um dia você usa fraldas e no outro você vai embora. Mas as memórias da infância permanecem com você. Lembro-me de um lugar, uma cidade, uma casa como várias outras casas, um quintal como vários outros quintais, em uma rua como várias outras ruas. E o fato é que, após todos estes anos, eu ainda olho para trás e penso: 'foram anos incríveis'".

sábado, 8 de maio de 2010

VIVA A NOITE


O momento atual da carreira de Gugu Liberato tinha tudo para ser o melhor dos seus 35 anos de trabalho em TV. Mas não é. O apresentador agora na Record amarga sucessivas derrotas para seu ex-patrão Silvio Santos. Isso porque ele foi contratado pela emissora dos bispos para brigar pela liderança no horário!

É engraçado ver como as coisas mudam. Eu me lembro do Gugu começando como animador de auditório no Viva a Noite, ainda pela TVS, atual SBT. Que saudades dessa época... Quem nasceu nessa época sabe cantar alguns sucessos do programa como "Docinho Docinho", "A Dança da Galinha Azul" e o "Baile dos Passarinhos". A gente se divertia... e sabia! Os sábados à noite nunca mais foram os mesmos na TV.

O programa tinha três apresentadores, mas no final, o carisma de Gugu o fez titular da atração. Uma curiosidade: nos primeiros anos do Viva a Noite, o apresentador usava o mesmo microfone do dono da emissora. Já ouvi dizer que era para que o telespectador tivesse um Silvio Santos diferente, com o rodízio do trio. Mas se for assistir a outros programas do SBT na mesma época, você encontra o J. Silvestre, o Raul Gil, e até o Sérgio Chapellin com o mesmo equipamento!

O formato era uma mistura de outros dois programs internacionais, mas quem deu cara brasileira para a atração foi Gugu. A impressão que se tinha era de uma grande festa, uma grande bagunça, onde tudo podia acontecer, sem um roteiro. O telespectador participava ao vivo, atendendo as absurdas solicitações do animador, como "tragam uma tampa de privada". A porta do Teatro Silvio Santos ficava repleta de pessoas que atendiam aos mais loucos pedidos, em busca de prêmios.

Não bastava ter musicais no programa, tinha que ter algo a mais. Nasceu assim o Sonho Maluco, onde o público podia realizar os mais inusitados sonhos com seu artista preferido. Também tinha o Sonho de Última Hora, para as moças do auditório terem suas fantasias atendidas ali no palco!

A atração era uma febre nos sábados à noite. Em sua fase final, tinha a competição entre homens e mulheres famosos, com várias provas como a mímica, o desenho, os balões (bexigas em São Paulo), a torre de champanhe, o que é o que é, o artista disfarçado e várias outras. O trio vencedor levava um troféu muito legal, a lua de neon.

Todos os grandes nomes da música dos anos 80 passaram pelo palco do Viva a Noite, incluindo os artistas da Promoart, empresa de Gugu que lançou o grupo Dominó, Polegar e Banana Split. Mas o grande destaque era Gugu Liberato, que decolou como apresentador nesta época, e foi até convidado pela Globo para ocupar os domingos à tarde, horário que foi assumido pelo Faustão. Ele chegou a ser eleito pela imprensa o sucessor de Silvio Santos, rótulo que carregou até 2009.

Gugu comandou o Viva a Noite de 1982 a 1991. Junto com o Domingo Legal e o Sabadão, foi um grande sucesso de sua carreira. Nos últimos anos, pelo menos para mim, Gugu se tornou mais um apresentador do que um animador, que contagia o auditório e o telespectador. Talvez agora, precisando se reinventar, faça ressurgir o grande animador que levantava um Brasil inteiro com seu grito de VIVA A NOITE!!!