Desculpem a demora, estive fora do ar por "problemas técnicos". Mas agora estou de volta! Recomeçar sempre é importante. E o amanhecer é sempre o novo início da vida para todos nós.
Hoje em dia, apenas a TV Cultura de São Paulo não fica 24h no ar. Mas antigamente, as emissoras encerravam suas programações por volta das 3 da madrugada, para iniciar suas atividades lá pelas 6h ou 7h da manhã. Para desejar um bom dia, algumas TVs criaram vinhetas para despertar o telespectador e mantê-lo grudado na telinha.
A mais famosa é a da TV Globo. Atualmente, como o canal não encerra sua programação, muito de vez em quando essa vinheta aparece, anunciando a programação do dia.
Durante seus 15 primeiros anos de vida, o SBT também tinha uma maneira bem interessante de começar seus trabalhos. A emissora mostrava um mapa do Brasil com as afiliadas brilhando. Claro que, ao longo dos anos, a rede cresceu e a vinheta foi se modificando.
Os mais saudosistas devem se lembrar do "M" voador, sobrevoando as cinco capitais onde a Rede Manchete tinha emissoras próprias. A vinheta, moderníssima para 1983 e que acompanhou toda a trajetória do canal até 1999, tem como trilha de fundo uma composição do conjunto Roupa Nova. Inesquecível.
Não contente em dar bom dia, a TV também costuma dar também boa noite. Uma das primeiras também foi a Globo. Nos anos 70 eles já falavam em "Aldeia Global"!
A pioneira TV Tupi, pouco antes de fechar as portas, também fechava a programação com uma vinheta muito interessante, mostrando muitos bastidores de suas produções.
No mesmo caminho, a TV Bandeirantes também desejava um bom sono aos seus telespectadores, mostrando as entranhas da emissora, mas também subia os créditos de todas as suas afiliadas até então! Imagina se alguém ficasse de fora, como ficaria ofendido.
Uma das mais curiosas aberturas ou encerramentos é da TV Cultura. A emissora do governo do Estado de São Paulo iniciava o dia, ou encerrava à noite, com o hino nacional.
Com essas várias formas de dar bom dia, ou boa noite, é que desejo a você um bom dia, ou boa noite, e até quem sabe boa tarde ou boa madrugada! Fique ligado!
Agradecimentos: rdutrabh,tvemvideos,XWKO,JorjaoVideoBR,Danilorodrigues,leoauricchio, TV Globo, TV Bandeirantes, TV Cultura e SBT
sábado, 20 de novembro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
JÁ ACABOU? MAL SOUBE QUE COMEÇOU...
Na semana passada encerrou mais uma edição do reality show "Hipertensão", na TV Globo. Ok, a audiência garantiu a liderança para a emissora, mas será que só isso faz o sucesso de uma atração? Para mim, se não está na boca do povo, gerando comentários, burburinhos, ou até mesmo repercutindo nos programas vespertinos das emissoras menores, não agradou tanto assim. Esse talvez seja o caso.
Escatologias, como comer olho de boi cru, ou nadar em tanque de água cheio de cobras, atraem mas não repercutem. E um programa de sucesso vira conversa fácil no meio do povão. Sem contar que, apesar de gostar muito do trabalho da jornalista Glenda Kozlowski, senti que a apresentadora não estava totalmente à vontade. Em algumas provas, sua expressão de repulsa era focalizada pelas câmeras.
O público sempre espera coisas novas, e não uma repetição. A impressão que tive é de assitir a um "No Limite" mais compacto. Como já disse, o programa cumpriu seu papel como produto: ter audiência e deter a concorrência, que acaba de lançar outro grande reality: "A Fazenda" da TV Record. Quanto ao conteúdo, está na hora dos produtores deste gênero de programa refletirem o que vale levar ao ar para garantir uns pontinhos a mais no IBOPE. Algumas produções descambam para a apelação barata.
Pelo menos os índices de "Hipertensão" foram bons. E o "Busão do Brasil", na TV Bandeirantes, que percorreu quilômetros pelo país a fora, e o povo não deu sinal para embarcar, passou direto!? Reunir 12, 13, 14 ou 15 "personagens", confiná-los em um determinado lugar, móvel ou não, isolados do mundo, e submetê-los às provas mais malucas ou até humilhantes, não são necessariamente garantia de sucesso.
Agradecimento: terra.com.br e TV Globo
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
ERA UMA VEZ, EM PAQUETÁ... UMA NOVELA

Puxa, já faz uma época que não falo sobre novelas! Pois muito bem. Vamos então falar de novela... de época!
O horário das seis da TV Globo sempre foi reservado para adaptações de grandes obras da literatura brasileira. No dia 20 de outubro de 1975, a emissora dos Marinho lançava mais um campeão de audiência: A Moreninha, baseada na obra de mesmo nome de Joaquim Manoel de Macedo.
Em 1866, na linda ilha de Paquetá, a moreninha Carolina (Nívea Maria) sonhava em rencontrar o seu primeiro amor, Augusto (Mário Cardoso). Eles se conheceram quando ainda eram crianças e juraram amor eterno. Carolina se tornou a moça mais cortejada da ilha. Augusto retorna para Paquetá e conhece Felipe (Marco Nanini). Eles se tornam amigos. O que Augusto não sabia era que o mais novo amigo era irmão daquela moreninha que conheceu quando ainda era moleque. Clementina (Maria Cristina Nunes) é amiga de Carolina e arranca suspiros de Felipe. Porém Clementina acaba se apaixonando por Augusto. Quando Carolina e Augusto se reencontram, Clementina tenta atrapalhar de todas as maneira o romance do casal.
O autor da novela, Marcos Rey, buscou ambientar a trama na segunda metade do século XIX, para poder contar também fatos históricos, como a Guerra do Paraguai e a luta abolicionista. Dirigida pelo saudoso Herval Rossano (o mesmo que trabalhou em A Escrava Isaura na Record), A Moreninha teve 79 capítulos que encantaram o público com uma belíssima produção de época.
Curiosidade: essa foi a segunda versão do livro de Joaquim Manoel de Macedo adaptada para a telinha. A primeira foi ao ar também pela TV Globo, em 1965, com Marília Pêra e Cláudio Marzo como protagonistas do romance de Paquetá.
Confira a abertura da novela e o último capítulo da trama, pois você ficou curioso pra saber como termina, não é?
Fonte: Guia Ilustrado TV Globo - Novelas e Minisséries
Agradecimentos: dopantanalaovelhochico.com.br, flaviomaj, 7desetembro e TV Globo
A Moreninha - abertura de 1975
Último capítulo da novela, exibido em 6 de fevereiro de 1976
A Moreninha - abertura de 1975
Último capítulo da novela, exibido em 6 de fevereiro de 1976
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
DUAS DÉCADAS DE MTV
Não se pode deixar de lado o aniversário da primeira TV segmentada do país!
Em 1990, quando a TV brasileira completava 40 anos de existência, os moradores do bairro do Sumaré, em São Paulo, sentiam certo saudosismo. Naquele ano completava-se uma década do fechamento da pioneira TV Tupi. Todos ali presenciaram a tristeza de alguns e a alegria de outros pelo fim da agonia da emisora.
O Grupo Abril ganhou uma concessão de televisão anos antes. Então alugaram o prédio onde antes funcionava a emissora associada. Em parceria com a Viacom, empresa norte-americana, o grupo lança em 20 de outubro a filial brasuca da Music Television Network, ou simplesmente MTV. A primeira emissora "teen" e totalmente musical do país.
A linguagem da MTV sempre buscou um público jovem, e em alguns casos até alternativo. Inovou em formatos e temas. Provocou, ousou, criou e assim conquistou uma audiência cativa. Até quando tentaram tirar os videoclips da programação, a intenção era ser uma opção já que todos tem acesso ao clip antes na internet. Ainda bem que voltaram atrás! Com essa medida foi extinto um dos programas mais antigos do canal, o Disk MTV, mas que renasceu como Top 10 MTV.
Quantos talentos a emissora revelou: Astrid Fontenelle, Gastão Moreira, Maria Paula (a "8ª casseta"), Otaviano Costa, Thunderbird, Cuca Lazarotto, Marina Person, Cazé, Sabrina Parlatore, Adriane Galisteu, Edgar Picolli, Chris Couto, João Gordo e muitos outros. A maioria desses VJs estão em outras televisões, mas foi no humor atual que o canal encontrou mais um caminho para o sucesso, e apostou em caras novas como Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Paulinho Serra, Tatá Werneck, Rodrigo Capella, e vários outros destaques do stand-up comedy nacional.
São 20 anos de sucesso entre o público e também no meio musical. A MTV preparou especiais que relembram a trajetória do canal como A História da MTV e MTV Ano a Ano. Vale a pena conferir não apenas aqueles clips que marcaram época, mas também os programas e esses VJs que hoje seguem fazendo história na telinha (além de se divertir com o visual anos 90 de alguns apresentadores e cantores, é hilário!!!)
Saiba em que horários são exibidos esses especiais no site: http://mtv.uol.com.br/noar/
Agradecimentos: www.mtv.com.br
Confira o primeiro videoclip apresentado pela MTV, em 20 de outubro de 1990!
Garota de Ipanema, com Marina Lima
domingo, 26 de setembro de 2010
57 ANOS DE RECORD

Neste dia 27, a TV Record completa 57 anos de atividade. Parte desta história já foi contada na homenagem deste blog a Paulinho machado de Carvalho, falecido recentemente. Então vamos falar de algumas curiosidades desta emissora.
A estreia iria acontecer em 7 de setembro, já que seu canal na cidade de São Paulo é o 7. Mas problemas técnicos adiaram a inauguração em 20 dias. A programação exaltava os "setes famosos", como as sete maravilhas do mundo, os sete dias da semana, as sete cores do arco-íris, e outros setes. A primeira sede da Record foi construída em um antigo cassino, próximo do aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A fachada principal, com o primeiro logotipo da estação, continua no prédio até hoje.
Por alguns anos, a TV Record foi parceira da TV Rio, na capital fluminense. A emissora carioca ficava no canal 13. Por isso, em São Paulo, o número da sede da Record, na Av. Miruna era 713 (7+13). Juntas, essas estações, e as estações de rádio de Paulo Machado de Carvalho, formaram as Emissoras Unidas. A primeira transmissão em rede de uma partida de futebol do Rio para São Paulo foi realizada pela parceria.
A Record sofreu vários incêndios ao longo de sua história. O primeiro aconteceu em 1960, quando suas instalações na Av. Moreira Guimarães foram destruídas. A emissora se instalou inteiramente no Teatro Consolação. A situação foi tão séria que o palco virou estúdio, e as cadeiras do auditório foram retiradas para ampliá-lo. Lá, o canal decolou em audiência, e lançou grandes sucessos como o humorístico Família Trapo, primeira comédia familiar da tv brasileira, A Praça da Alegria, liderado por Manoel de Nóbrega, e Hebe, o programa de entrevista que chegou a quase 80 pontos de audiência. Mas esse teatro também pegou fogo, e a TV Record se refugiou no Teatro Paramount, onde os históricos Festivais da Música Brasileira fizeram brilhar os nomes de Gil, Caetano, Gal, Jair Rodrigues, Elis Regina e muitos outros. A cada novo incêndio, o canal 7 tinha prejuízos enormes com estúdios e equipamentos. Sem contar a perda maior que foi o acervo de imagens.
Nos anos 1970 e início dos anos 1980, associada a Silvio Santos, a Record, junto com a TVS do Rio, liderou a REI - Rede de Emissoras Independentes. O canal 7 estava sucateado, sem grandes investimentos em estrutura e em programação. Em 1989, a emissora foi vendida para Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. No começo dessa nova fase, a programação era em grande parte evangélica, mas foi diminuindo com o tempo, e a baixa audiência. Em 1995, quando se mudou para o bairro da Barra Funda, a Rede Record já era 3ª no IBOPE.
A partir dos anos 2000, a emissora cresceu vertiginosamente, intensificando a produção de jornalísticos e novelas, a partir da aquisição dos estúdios do RecNov no Rio de Janeiro. Hoje, a Record ocupa o segundo lugar e continua investindo em qualidade tecnológica e de programação.
Para aqueles que curtem imagens de arquivo, vai uma boa notícia: a emissora está digitalizando todo seu acervo, e pretende disponibilizá-lo para consulta pública! É aguardar.
Parabéns Rede Record. São 57 anos de bons serviços e muitos sucessos!
Veja este clipe, produzido nos 50 anos do canal, com imagens do principais nomes que passaram pela emissora até então, e a evolução de seus logotipos.
Agradecimentos: meliponarioprimavera e guinrealtek
Artistas que fizeram a Record
Logotipos do Canal 7
sábado, 18 de setembro de 2010
UMA "SEX" COM TUDO A VER!
Eu a conheço praticamente desde que nasci. Ela tinha 33 anos então, mas era linda, me fascinou desde o primeiro encontro. Apesar de passado tanto tempo, continua muito bonita.Foram muitos momentos incríveis que passamos juntos. Quantos domingos no parque! Eram tardes bem gostosas. Viagens a bordo de naves, trenzinhos e balões que não saem da memória. Fomos ao circo diversas vezes. As palhaçadas, as trapalhadas corriam soltas. A ordem era sempre rir. Conheci castelos onde a senha era a alegria e a educação divertida. Eram xous diários, mas que aconteciam também nos fins de semana, tornando sábados e domingos animados.
Ela acompanhou minha adolescência, meus anos incríveis, minhas confissões. Eram tantos programas livres que curtíamos juntos. A galera que não dispensa azaração, milk shake, malhação também estava junta até altas horas. Na hora H estava todo mundo lá.
Assisti muitos esportes com ela. Futebol, Vôlei, Fórmula 1, e vários outros. Sempre me deixou de olho no lance. Esporte é algo espetacular. Não há sensação melhor do que bola na rede, o gol, o grande momento do seu time, ou o apito final que decreta a vitória.
Mas ela sempre me mantém informada, sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo. A notícia nos une a milhões de brasileiros aqui e agora. Vimos coisas ótimas e péssimas. Fatos que nos dão vergonha e orgulho. Somos testemunhas oculares da história. Isso é fantástico para mim.
Vivemos muitos dramas juntos. Conhecemos um monte de Helenas que, coincidentemente, moravam no Leblon. Tinha uma viúva que foi sem nunca ter sido, um prefeito que se elegeu prometendo a construção de um cemitério, mutantes com poderes incríveis, as gêmeas que moravam numa praia e pensavam de forma tão diferente. Foram muitos Ti-ti-tis, brasileiras e brasileiros, rainhas de sucata, pantanais, donos e fins de mundo que nos fizeram imigrantes em universos de pura emoção.
Por ela, as mulheres conquistaram seu espaço, fizeram o melhor da tarde em cozinhas maravilhosas. Porém o “sexo frágil” de hoje é muito mais ligado ao que acontece no mundo que o cerca. Ela e eu estamos muito grudados. Não consigo me afastar dela. O que sentimos um pelo outro continua vivo. Até hoje ela me diz “sou muito mais você”.
Esse amor também se deve às pessoas que conheci por ela. O dono sorridente de um Baú, uma loira gracinha, um palhaço que se comunicava e não se trumbicava, aquela dona que curtia uma marvada pinga, um homem que gosta de banquinhos e chapéus, um senhor que quebrava discos, e muitos outros que lotam um auditório fácil. Um não, vários.
Nós conhecemos uma praça engraçada. Era uma zorra sempre que chegávamos lá. Parecia que as pessoas estavam em pânico, em um prédio de quinta categoria, que balançava mas não caía. Porém estavam apenas rindo e fazendo rir em quinze minutos.
Quantas vozes embalaram esse relacionamento. Rainhas e reis da voz, ternurinhas e tremendões, pimentinhas e saputis, e tantos outros... Velhos tempos, belos dias.
Esse caso de amor não é exclusivo meu. Também existe com outros milhões de brasileiros.
Ela completa hoje 60 anos. Está moderna, fez plástica, está mais bonita, usa cores muito mais vivas. Quando chegou, em 1950 só usava preto e branco. Coitada, ainda foi confundida, sendo considerada uma nova modalidade de rádio. Também pudera, ninguém a conhecia. Mas depois que a compreenderam se apaixonaram.
Ela é muito criticada atualmente. O amor tem dessas coisas. Sempre se quer o melhor de um relacionamento. Mas ela é sem dúvida, junto com o futebol e o carnaval, uma grande paixão nacional. Mais do que isso, uma loucura.
Parabéns, TV brasileira. O Brasil tem Loucura por TeVer!
Veja o clip do lançamento da TV digital, em 2007, que reúne alguns dos nomes e momentos inesquecíveis dessa SEXagenária apaixonante!
Agradecimentos: koball222
TV no Brasil: 60 anos de muita história, talento, amor e loucuras.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Esses loucos da TV... ESPECIAL
O nome merece o post excepcional. Morreu ontem aos 86 anos o empresário Paulo Machado de Carvalho Filho, conhecido no meio televisivo como Paulinho Machado de Carvalho, devido a uma neoplasia maligna de próstata, no Hospital Sírio-Libanês na capital paulista. O mais velho dos três filhos do fundador da TV Record esteve à frente da emissora até 1989, quando vendeu o canal, juntamente com seu sócio Silvio Santos, para o líder da Igreja Universal, o bispo Edir Macedo.
O empresário começou a trabalhar aos 16 anos, na Rádio Record. Em 1944 conseguiu convencer o pai, o Marechal da Vitória como ficou conhecido por sua atuação nos bastidores da Copa de 1958, a lançar uma rádio esportiva. Nasceu assim a Rádio Panamericana, que se tornou Rádio Jovem Pan a partir de 1965. Essas duas emissoras, mais a Rádio São Paulo que produzia rádionovelas, formavam o grupo Emissoras Unidas. Paulinho e seus irmãos, Antônio Augusto Amaral de Carvalho (o "Seu Tuta, dono da Jovem Pan) e Alfredo (já falecido) foram trabalhar nos negócios do "doutor" Paulo, pai dos três.
Em 1953, as Emissoras Unidas inauguram a TV Record, com os mais modernos equipamentos para se fazer televisão, na época. A sede ficava na Avenida Miruna, 713, próxima ao aeroporto de Congonhas. Muitas vezes foi necessário parar gravações em estúdio devido ao barulho de pousos e decolagens de aviões. A Record ficou ali até 1995, quando comprou a sede da antiga TV Jovem Pan, na Barra Funda, zona oeste paulistana.
Paulinho sempre foi o diretor artístico da emissora. Foi o responsável pela criação de programas históricos da telinha como Família Trapo, O Fino da Bossa, Bossaudade, Corte Rayol Show, Show do Dia 7, Esta Noite Se Improvisa e muitos outros da era de ouro do canal 7 paulistano, nos anos 1960. Sem esquecer os Festivais que revelaram nomes consagrados da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Giulberto Gil, Rita Lee, Elis Regina, Edu Lobo, e a Jovem Guarda de Roberto, Erasmo, Wanderléa e a turma do iê iê iê.
A Record primava por shows musicais em sua programação, e Paulinho não media esforços para trazer o melhor para o telespectador. Pelos palcos da emissora passaram Steve Wonder, Bill Halley e seus Cometas, Rita Pavone, Amália Rodrigues e muitos outros.
Nos anos 1970, uma séria crise financeira o levou a se associar a Silvio Santos. Mas Paulinho nunca abriu mão da direção artística e de programação do canal. Há quem acredite que se isso não tivesse acontecido, talvez o dono do Baú nem se interessasse em obter as concessões da Tupi. Quando o animador ganhou essas emissoras e montou o SBT (na época TVS) em 1981, a Record ficou de lado, transmitindo apenas para o estado de São Paulo. Para regularizar a situação de Silvio (a lei brasileira não permite um grupo possuir duas emissoras na mesma frequência, na mesma cidade), e salvar a empresa, o canal 7 foi vendido por 45 milhões de dólares para Edir Macedo. Paulinho também foi presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), em 1980.
Paulinho Machado de Carvalho é considerado um dos melhores diretores de televisão do Brasil. Mais um louco por essa caixa de imagens, que fez um capítulo importante da história deste veículo, e que vai deixar importantes ensinamentos... e muita saudade, claro.
Confira algumas apresentações internacionais trazidas para se apresentarem na TV Record por Paulinho Machado de Carvalho, na década de 1960.
Agradecimento: G1 com informações de O Estado de São Paulo, museudatv.com.br, ABERT, AlessandroLatimore, CanalMemoria e tuliojazz
Amália Rodrigues canta nos palcos da Record
Rita Pavone fez sucesso com seu martelo por aqui
O cantor Steve Wonder também foi trazido ao Brasil por Paulinho
Assinar:
Postagens (Atom)