quarta-feira, 4 de agosto de 2010

VOCÊ FOI MEU HEROI, MEU BANDIDO...


No próximo domingo é dia dos pais, uma data comemorada em todo Brasil, reunindo os filhos e aqueles que são "os homens da casa". Na TV, eles foram representados das mais variadas formas possíveis.

Talvez uma das maiores referências paternas televisivas seja a série americana Papai Sabe Tudo, que foi apresentada pela TV Globo e pela TV Tupi nos anos 60 e 70. Nesse programa, o patriarca Jim Anderson (Robert Young) realmente sabia tudo, dando conselhos para os filhos sobre os mais diversos assuntos. A família americana perfeita estava ali representada. Em contrapartida, Homer Simpson mostra aos filhos Bart, Lisa e Maggie como não ser um pai inteligente, no desenho Os Simpsons (TV Globo). A família americana com suas imperfeições está ali representada!

Na dramaturgia nacional, o progenitor do lar apareceu em várias facetas. Quem não se lembra do rígido Júlio, esposo de Dona Lola em Éramos Seis (SBT-1994)? Tenho certeza que muita garotinha teve pena do Caio Blat, interpretando o filho mais velho do casal, Carlos, quando ele apanhou de cinta. O juizado não permitiria essa cena hoje em dia! Mas também tivemos pais bem mais condescendentes como Arthur (Flávio Galvão), recém separado e com três filhas para criar em O Grande Pai (SBT-1991). Nessa mesma linha, porém mais moderninho do que Arthur, está o Gaspar (Nuno Leal Maia), surfista e responsável por seus cinco rebentos em Top Model (TV Globo-1989). Outra novela que marcou muito as famílias brasileiras foi Pai Herói(TV Globo-1979). A trama apresentava André Cajarana (Tony Ramos) e seu amor pelo pai falecido, que acreditava ter sido um grande homem.

A figura paterna também está presente de outras formas na telinha, não apenas na ficção. Muitos comunicadores abrem o espaço conquistado por eles para que suas crias também alcancem um lugar ao Sol. Um dos casos mais antigos é o do Velho Guerreiro Chacrinha, que por muitos anos foi dirigido por seu filho Leleco Barbosa. O animador Raul Gil também segue as ordens de seu segundo filho, Raul Gil Jr., o Raulzinho. Silvio Santos nunca direcionou suas filhas para a carreira televisiva, mas a influência falou mais alto no caso de Silvinha Abravanel. A "filha número dois", como gosta de brincar o dono do Baú, começou na TV como produtora nos anos 80 e já dirigiu o dominical do pai, Roda a Roda (SBT).

No humor, as dobradinhas se repetem: Paulo e Flávio Silvino, Moacyr e Gutto Franco, Lúcio Mauro e Lúcio Mauro Filho, sem contar Chico Anysio e seus filhos Nizo Neto, Bruno Mazzeo, e outros, e um caso de três gerações que há 60 anos fazem rir: Manoel, Carlos Alberto e Marcelo de Nóbrega (sendo o último o atual diretor de A Praça é Nossa, no SBT) .

No jornalismo, encontramos Joelmir e Mauro Beting, Milton e Fábio Lucas Neves e José Luiz e Joel Datena (que era repórter do programa No Coração do Brasil, na Band).

Eu costumo dizer que se mãe é mãe, pai também é pai! Não importa se ele é parecido com alguém da TV ou não, se ele não é o super heroi que sempre sonhamos quando criança, e que muitas vezes ele é quem cria essa imagem na cabeça do filho. Não importa se é alto, baixo, rico ou pobre, branco, negro, amarelo, vermelho... não importa nem mesmo se tem o mesmo sangue. O que realmente interessa é que ele faz parte de um capítulo importante da vida e da formação de um ser humano. Aos pais leitores deste blog, um feliz dia dos pais.

domingo, 25 de julho de 2010

NOSTALGIA GALÁCTICA


Nessa semana, vasculhando os milhares de vídeos que existem na internet, um deles me chamou a atenção e me fez recordar um período que não volta mais, porém está bem guardado no coração de todos: a infância.

Quem foi criança especialmente nos anos 80 deve se lembrar dos seriados japoneses que fizeram a cabeça da garotada, pela Rede Manchete de Televisão. Um deles foi febre no Brasil: O Fantástico Jaspion, ou simplesmente Jaspion. O guerreiro galáctico chega às telinhas brasucas para rechear a programação infantil da emissora de Adolpho Bloch, já que ela não podia contar com os desenhos animados dos grandes estúdios americanos, que estavam exclusivamente com a Globo e o SBT.

Jaspion ainda bebê sobrevive ao ataque que sua família sofreu por piratas espaciais. O órfão é criado pelo Mestre Edin, que lhe apresenta e o prepara para sua missão: destruir Satã Goss, o poderoso mutante do mal, que pretende fazer da terra um planeta dos monstros. Para ajudar, Jaspion conta com a atrapalhada andróide Anri e a alienígena Miya, que deve ter servido de inspiração para os Teletubbies. No lado negro da força, o time é composto por McGaren, o filho único de Satã Gosss (mimado como tal, e ruim de braço como ninguém!), as bruxas galácticas Kilza e Kilmaza (quem esquece aquela castanhola maldita!), Purima e Gyoru. Foram vários os vilões que passaram, mas todos iam sendo destruídos no decorrer do seriado.

Para derrotar Satã Goss, segundo a Bíblia Galáctica, era necessário reunir as cinco crianças e um bebê, irradiadas pela luz do Pássaro Dourado. Jaspion também contava com alguns brinquedinhos tecnológicos, como todo bom japonês, para cumprir sua missão, como a sua armadura Metaltex (feita com o metal mais resistente do universo), o tanque de guerra Gabin (muito mais moderno do qualquer similar da vida real, mesmo os japoneses!), a Allan Moto Space e a nave espacial, e robô gigante de batalhas nas horas vagas, Daileon.

O seriado foi produzido no início dos anos 80 pela Toei Amination, no Japão. No final da mesma década foi comprado pela Rede Manchete que o exibia dentro do programa Clube da Criança, comandado por Angélica. Já nos anos 90, tendo o mesmo problema da emissora carioca, a Rede Record reapresentou Jaspion dentro do programa Tarde Criança com Mariane, com uma vantagem: a emissora dos Bloch fez do herói japonês o seu Chaves, ou seja, era o grande coringa da sua programação, e muitas vezes não exibia o último episódio, para manter a expectativa do público mirim. A Record também tinha Jaspion como sua carta na manga, mas apresentava a saga completa, do princípio ao fim.

Jaspion não foi o primeiro e nem será o último herói da terra do sol nascente a fascinar as crianças brasileiras, os Power Ranges (que é uma co-produção entre americanos e japoneses) estão aí e não me deixam mentir. Mas para todos aqueles que o acompanharam, fica uma saudade do mundo da fantasia em que viviamos e das aventuras que nos entretinham por horas após a escola.

Matem essa danada dessa saudade com os vídeos de Jaspion.


Abertura de Jaspion


A Derrota do Poderoso Satã Goss


Os Bastidores do Seriado


Encerramento do programa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O GRANDE FURO DA MTV


Há algumas semanas, eu falei sobre o atual momento humorístico que vive a televisão brasileira. Uma das coisas boas que surgiu é o Furo MTV, comandado por Dani Calabresa e Bento Ribeiro.

A atração estreou despretensiosamente no ano passado, e se mostra como uma excelente opção de humor na TV. O programa apresenta as notícias mais importantes do dia, recheadas com sarcasmo, ironia e tiradas inteligentes.

A sintonia entre o casal apresentador é importante para que o jornal não tenha um ator principal e um coadjuvante, ou escada (como é chamado o colega que prepara a piada para o parceiro em cena. Carlos Alberto de Nóbrega é um bom exemplo). Aliás essa função também é dividida entre os dois.

O que é melhor: como o Furo MTV é factual, não se torna cansativo ou repetitivo. Sua equipe de redatores não tem limites. Fazem piada de tudo e de todos, inclusive deles mesmos e sua audiência no IBOPE (se Dani estivesse lendo isso diria "que audiência!"). É uma alternativa para quem não sabe o que assistir na TV.

Embora não seja essa a intenção, o programa também resgata um pouco da crítica escrachada e bem-humorada, que um dia fez despontar a turma do Casseta & Planeta Urgente, na TV Globo. Talvez seja buscando nas sua origens a porta para o caminho da renovação tão necessária para a atração global.

O Furo vai ao ar de segunda a sexta, as 22:00h, com reprise de segunda a quinta a 1:00h. Parabéns para a MTV, por colocar no ar tão bom programa, incentivando assim a busca por novos talentos, não só na frente mas também atrás das câmeras, principalmente redatores e produtores. Se não abrirem a "panelinha", o que tiver dentro um dia envelhece ou estraga, mesmo na geladeira!

Agradecimentos: LeMacPictures

Confira uma das edições do jornal-humorístico!


domingo, 11 de julho de 2010

O PRIMEIRO TELEJORNAL DO SBT



Todo mundo sabe que o jornalismo nunca foi o forte do SBT, embora o primeiro gênero a ir ao ar na emissora foi a reportagem que cobria a cerimônia de concessão da própria televisão, em 19 de agosto de 1981, em Brasília. Para se ter uma idéia do heroísmo dos jornalistas e técnicos, naquele dia o único retorno da qualidade da transmissão era um telefone na portaria do Ministério das Comunicações.

Antes disso, a TVS, primeira emissora de Silvio Santos, já tinha um "telejornal", feito com notícias sem atualidade. Funcionava assim: a produção lia principalmente revistas para buscar assuntos que, na linguagem jornalística eram "frios" e poderiam ser exibidos em qualquer dia que não faria diferença. O curioso desse informativo que estreou no canal 11 do Rio em 1977 é que ele era gravado em São Paulo, onde ficavam os estúdios do animador, e reprisado de segunda à sábado! Para ilustrar as reportagens, eram exibidas fotografias recortadas das prórpias revistas!

Já com a sua rede, o dono do Baú resolveu revolucionar! Lançou o primeiro telejornal matutino em rede nacional, às 7:30 da manhã, o Noticentro. O nome é uma tradução literal do seu modelo americano (News Center). O jornal adotou uma apresentação mais descontraída, os apresentadores conversavam entre si, se despediam do publico de mãos dadas e assim saíam, na penumbra, enquanto rolavam os créditos finais. Quem apresentava eram os jornalistas Gilberto Ribeiro, Antônio Casale, Lívio Carneiro e Jorge Helal, todos vindos da extinta TV Tupi. Uma das repórteres dessa época continua no SBT até hoje. É Magdalena Bonfiglioli, que hoje está no Programa do Ratinho. Outra figura conhecida do grande público era Felisberto Duarte, o Feliz, o famoso homem do tempo. O jornal conquistou o público.

O Noticentro saiu das manhãs em 25 de fevereiro de 1982 e ganhou o horário nobre, das 18 às 19h. Apesar de ser o principal telejornal da casa, a filosofia do jornal seguia a filosofia do SBT, com uma programação popularesca. Apesar de diferente, nunca o noticiário conseguiu ser uma opção real ao seu maior concorrente, o Jornal Nacional na Globo. A estrutura que a emissora dispunha era muito menor do que a da concorrente. E tinha um outro detalhe: durante sua existência, o Noticentro conviveu com a dívida que a emissora possuía desde quando foi inaugurada. Silvio Santos só se livrou dessa dor de cabeça em 1992, quando a empresa passou a gerar resultados financeiros positivos.

O primeiro telejornal do SBT ficou no ar até 1988, quando estreou o TJ Brasil, com Boris Casoy, para elevar o nível de qualidade da programação. Por ter exatamente 29 anos, é muito difícil encontrar material do Noticentro no YouTube. O que encontrei foi essa reportagem da época em que Silvio Santos queria ser candidato a prefeito da capital paulista, e havia recebido a visita do empresário Antônio Emírio de Moraes.

Agradecimento: AndreiaM30 e marioluciodefreitas
Fonte: A Fantástica História de Silvio Santos, Arlindo Silva (Ed. do Brasil, 2000)


Noticentro: Silvio Santos e Antônio Ermírio de Moraes (Parte 1)


Noticentro: Silvio Santos e Antônio Ermírio de Moraes (Parte 2)

sábado, 3 de julho de 2010

CHACRINHA, A CARA DO BRASIL


Nesta semana, mais precisamente no dia 30, completou-se 22 da partida do grande comunicador do Brasil: José Abelardo Barbosa de Medeiros, o famoso Chacrinha.

Até este pernambucano de Surubim surgir no rádio, os programas eram muito formais, especialmente seus apresentadores. Abelardo trouxe o jeitão brasileiro de se comunicar. E olha que foi por acaso que ele foi parar na frente do microfone.

Ele iria ser médico. Enquanto estava na faculdade, adoeceu e perdeu as provas. Virou baterista de uma banda e ia viajar para a Europa com o conjunto, para ganhar uma graninha. Mas, no meio do caminho tinha uma guerra, tinha uma guerra no meio do caminho. O conflito iniciado por Hitler no velho continente mudou o rumo do navio, onde estava Abelardo, para o Rio de Janeiro. Mal sabia que sua vida também se transformaria por completo.

Na então capital federal, ele se encantou pelo rádio e pela badalação dos famosos nos cassinos. Depois de algum tempo como locutor comercial, ganha um espaço no final da programação da rádio que ficava numa chácara. Resolveu então reproduzir no rádio uma festa num cassino. Por isso o programa foi chamado de Cassino da Chacrinha. O programa era um verdadeiro sucesso, mas ninguém sabia que o locutor era Abelardo Barbosa, e sim um louco da chacrinha. Taí o apelido famoso.

Nos anos 50, Chacrinha foi para a TV, inaugurá-la com o programa Rancho Alegre. Logo, o Velho Guerreiro lançou vários de seus sucessos na telinha, como A Buzina do Chacrinha, Discoteca do Chacrinha e Cassino do Chacrinha. Durante quase trinta anos na TV, esteve com tudo e não esteve prosa no IBOPE, sendo sempre uma das maiores audiências de qualquer emissora. E passou por várias: TV Tupi, TV Record, TV Bandeirantes, TV Excelsior, TV Rio, e encerrou sua carreira na TV Globo. Foi um assíduo frequentador da ponte aérea, pois na época em que não existiam as redes, o apresentador comandava seus programas em dias alternados no Rio e em São Paulo. Além dos shows que fazia pelo Brasil inteiro.

Na emissora dos Marinho, Chacrinha passou duas temporadas. Na primeira, em 1967, juntamente com Dercy Gonçalves e Silvio Santos, formava a programação popularesca, assim definida pelo então diretor José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Ou seja, não tinha o idealizado Padrão Globo de Qualidade, mas davam audiência. O apresentador saiu da Globo em 1972, voltando só 10 anos depois, no auge da carreira.

Para ser sincero, são muito poucas as lembranças que tenho do Chacrinha na TV. Tudo o que lembro são imagens de arquivo, exibidas eventualmente. Quando descobriu que estava com câncer de pulmão, e necessitava se internar, foi substituído pelos humoristas Agildo Ribeiro e João Kleber (sim, ele foi global um dia!).

O que é muito divertido ver nos programas dele são os calouros, os concursos mais malucos da TV, os musicais e as Chacretes. Claro que todos os truques de um bom comunicador são uma veradeira aula para qualquer estudante dessa maquininha de fazer doidos, ou para quem quer ser parecido com ele. Apesar de ser dele a frase "na TV nada se cria, tudo se copia", Chacrinha foi o mais original dos apresentadores brasileiros, o mais brasileiro.

Para quem conhece e para quem não conhece, aqui está a volta de Chacrinha para a TV Globo em 1982, e o programa especial Por Toda a Minha Vida, em homenagem ao Velho Guerreiro.

Roda, Roda, Roda... e avisa!!!

Agradecimentos: friedlichf, chrisresende e TV Globo


Chacrinha de volta à TV Globo.


Por Toda Minha Vida - Parte 1


Por Toda Minha Vida - Parte 2


Por Toda Minha Vida - Parte 3


Por Toda Minha Vida - Parte 4


Por Toda Minha Vida - Parte 5


Por Toda Minha Vida - Parte 6

sábado, 26 de junho de 2010

O REI DO POP... E DA TV TAMBÉM!


Nesta semana, completou-se uma semana da morte de Michael Jackson. Ou melhor, em 25 de junho de 2009 Jackson saiu da vida para entrar na história e virar mito.

Você pode estar se perguntando: "Mas por que ele vai falar de Michael Jackson, se o Loucura fala de televisão?" Ora, o elemento mais novo dos Jackson Five projetou sua carreira dentro da telinha!

Em 1980, nos Estados Unidos, a MTV engatinhava e nenhum negro havia se apresentado na emissora até então. Neste ano o disco Off the Wall bombava nas paradas americanas. O canal se rendeu ao sucesso de Michael e os clipes das músicas Don´t Stop Till You Get Enough e Rock With You elevaram a estrela do cantor, e a audiência da MTV! Desde então, a emissora se tornou muito popular e expandiu sua rede para fora da terra do Tio Sam, chegando inclusive no Brasil em 1990.

Os clipes do Rei do Pop sempre estrearam por aqui através do Fantástico, na Globo. Um verdadeiro evento que reunia toda a galera na frente da TV para ver qual seria a nova surpresa, a nova coreografia, a nova plástica! Em particular me lembro de dois lançamentos no Show da Vida: Bad em 1987, e Black or White em 1991.

Michael Jackson também fez da TV sua praça para defender-se das acusasões de abuso sexual contra menores. Na primeira, em 1993, ele gravou um vídeo em que só faltou jurar que nunca tocou numa criança de modo atrevido. Em 2005, quando voltaram a indiciá-lo, a TV fez plantão na porta do tribunal e a programação tinha a "hora do juri", com as últimas do julgamento, do qual o cantor saiu inocente.

É injusto falar da relação de Michael e a TV sem citar os Jacksons Five. No ano passado, foi encontrada nos arquivos da extinta TV Tupi, a única apresentação do grupo feita em telinhas brasucas. Fazia parte da turnê, em qualquer país, uma apresentação em televisão. Pena que só exista um fragmento de pouquíssimo tempo. No vídeo Michael aparece já adolescente, e suando pra caramba, não sei se era pela falta de ar condicionado da Tupi realmente, ou medo do pai, Joe Jackson, que acompanhava a apresentação nos bastidores! A reportagem foi ao ar também no Fantástico, no ano da morte do Rei do Pop.


Reportagem do Fantástico: a única apresentação de Michael na Tv Brasileira

Em certa ocasião, Michael Jackson declarou que queria ser diretor de cinema, já que tudo em seus clipes era criado por ele. Pode até ser, mas a verdadeira mola propulsora da sua impressionante carreira de sucesso habita na maioria dos lares mundiais e atende pelo nome de televisão. Agradecimentos: TV Globo.

domingo, 13 de junho de 2010

COPIAR NÃO É O MELHOR REMÉDIO












"Na TV nada se cria, tudo se copia!"

Não foi à toa que chamaram Chacrinha de Papa da Comunicação. Além de grande comunicador era um gênio insubstituível. Mais um louco dessa caixinha!

Mas iniciei esse post com a célebre frase por causa do atual momento do humor na TV. Tá certo, precisava de uma renovação que não acontecia desde a saudosa TV Pirata, na TV Globo em 1988. A Praça é Nossa (SBT) e Zorra Total (Globo) representam o humor clássico, vindo do rádio e que sobrevive muito bem, com mais de 50 anos de estrada. A renovação veio do teatro, de um gênero de comédia chamado Stand-up comedy, que consiste em um banquinho e um microfone, além de muitas situações engraçadas. Também aconteceu com as piadas "sem noção", o besteirol absolutamente assumido e descompromissado, também vindo do rádio.

O Pânico na TV e o CQC, respectivamente RedeTV! e Band, trouxeram esse modelos para a telinha e agora os formatos pipocam pelos canais. Essa máquina de fazer doidos às vezes tem esse problema de mais do mesmo. Se uma fórmula dá certo, vamos copiar. Disfarçadamente e/ou discaradamente! Quem perde é o telespectador, que percebe a falta de criatividade dos produtores de televisão.

Quem tem um pouco mais de idade deve se lembrar que, nos anos 90, quando o Aqui Agora (SBT) estreou, surgiram vários programas iguais. O Xou da Xuxa foi um fenômeno da emissora dos marinho, nos anos 80, e varias outras meninas beberam dessa fonte doce doce. Esses são só alguns exemplos, que todos se lembram.

Para fazer graça é preciso ter inteligência e ser inventivo. Vamos ver quanto tempo dura essa novo momento "criativo" da nossa TV.